L O A D I N G

Meu filho não acredita mais em Deus. O que eu faço?

Muita gente vem me procurar com problemas com o filho adolescente que não quer mais ir à missa e diz não acreditar mais em Deus. Essas mães e esses mais me pedem conselhos e orientações sobre como agir nesses casos, em dúvida entre obrigar o filho a continuar frequentando a Igreja ou respeitar o desejo do adolescente, esperando que, mais tarde, ele busque Deus por vontade própria.

Em primeiro lugar, é preciso compreender que esta reação dos adolescentes é mais comum do que se imagina. Não está necessariamente ligada a um erro dos pais na orientação espiritual ou uma falha da catequese. Nesta fase, os jovens estão buscando formar sua própria identidade e isso muitas vezes se dá num esforço de desconstrução da sua condição atual e das crenças sociais, culturais ou religiosas. O adolescente questiona o status quo às vezes de forma tão intensa que se assemelha a uma rebeldia, um inconformismo sem causa. 

Além disso, o adolescente busca se reafirmar como parte de um grupo. Ele deseja se sentir aceito e integrante de uma “tribo”. Assim, se convive com jovens que não crêem em Deus ou rechaçam a Igreja, ele pode reproduzir este mesmo comportamento para ser respeitado pelo grupo. 

Considerando tudo isso, o primeiro passo não deve ser a repressão, mas o respeito. O melhor caminho não é obrigar o adolescente a participar da vida religiosa, o que só geraria mais raiva e rebeldia. Uma reação inflexível dos pais acaba gerando mais animosidade e distanciamento. 

Não repreenda seu filho verbalmente, para que ele não se sinta ofendido, mas faça do seu próprio exemplo um caminho de diálogo. Se os seus atos forem coerentes com a sua fé, seu filho enxergará, mais tarde, os benefícios de professar a religião. Seja humilde, solidário, fraterno, paciente e amoroso em todas as suas ações. Quando algo de bom acontecer em sua casa ou sua família, destaque como isso é fruto da bondade de Deus. Mostre como o Pai é carinhoso, compassivo e misericordioso. Seu filho precisa enxergar, não na liturgia mas nos atos do pai e da mãe, como Deus se faz presente em nossa vida.

Além disso, reze. Mesmo que o adolescente não queira mais participar, mantenha os momentos de oração em família. O casal pode continuar rezando nos mesmos horários e locais, onde possam ser vistos pelos filhos, dando testemunho de fé. É como plantar uma sementinha, que vai germinar e dar frutos no futuro. 

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