L O A D I N G

Dia do diácono

Hoje celebramos o dia do diácono, na mesma data em que a Igreja celebra o patrono desse grupo, São Lourenço. O diaconato é o segundo grau da Ordem, sacramento através do qual a missão confiada por Cristo aos seus apóstolos continua sendo exercida na Igreja. Quem é ordenado recebe o dom do Espírito Santo e uma autoridade sagrada para melhor servir o povo de Deus e dar continuidade na terra à obra do Salvador. 

Existem dois tipos de diáconos: os transitórios e os permanentes.

Diácono transitório

É aquele que está se preparando para se tornar padre. O nome se deve exatamente ao fato de que sua condição como diácono é por um período de tempo determinado, somente enquanto está estudando para o sacerdócio. Esse período varia conforme a congregação, mas é de, no mínimo, seis meses.

Diácono permanente

O diácono permanente não busca o sacerdócio, mas se realiza completamente nesta função. Esse ministério é voltado para homens casados e é imprescindível a concordância da esposa. Ele passa por um período de preparação a fim de servir da melhor forma a Igreja. Se ficar viúvo, o diácono permanente não pode voltar a se casar, mas tem a possibilidade de ser ordenado padre. 

Qual a função do diácono?

Os diáconos devem “assistir o bispo e os sacerdotes na celebração dos divinos mistérios, sobretudo da Eucaristia, distribuí-la, assistir ao Matrimônio e abençoá-lo, proclamar o Evangelho e pregar, presidir aos funerais e consagrar-se aos diversos serviços da caridade.” (Catecismo da Igreja Católica §1570). O diácono também pode batizar, celebrar a Liturgia da Palavra e catequizar. Mas, diferentemente do sacerdote, ele não pode celebrar o sacramento da Eucaristia, receber confissões nem administrar a unção dos enfermos.

A relação entre o diaconato e São Lourenço

São Lourenço é patrono dos diáconos. Ele mesmo foi um, servindo a Deus na Igreja de Roma durante meados do Século III. Nascido na Espanha, ele era muito próximo do papa Sisto II e responsável pela administração dos bens da Igreja que sustentava muitos necessitados.

Durante a perseguição aos cristãos ocorrida por ordem do Imperador Valeriano, o prefeito local determinou que Lourenço entregasse os tesouros da Igreja. Ele então reuniu em um pátio um grupo grande de idosos, órfãos, deficientes e viúvas, entre outras pessoas socorridas pela Igreja e apresentou ao prefeito, dizendo: “Eis aqui os nossos tesouros, que nunca diminuem, e podem ser encontrados em toda parte”. Irritado, o prefeito mandou torturar Lourenço, que morreu como mártir no ano de 258.

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