L O A D I N G

Quem foi São Gregório I?

Celebramos hoje a memória de São Gregório I, conhecido como Gregório Magno, papa e Doutor da Igreja. Nasceu em 540, na família Anícia, que era rica e bastante influente na corte romana. Enveredou inicialmente pela carreira política, seguindo, posteriormente, a vida religiosa. Deixou um importante legado, como a introdução do pai-nosso na missa, o estilo de música litúrgica conhecido como “canto gregoriano” e a observância do celibato. Em toda a sua trajetória destacou-se pela humildade e caridade.

Da política para a vida monástica

Após concluir os estudos de Direito, Gregório seguiu carreira política. Foi prefeito da cidade do Roma, com uma gestão marcada pela busca do bem comum. 

Nessa época, alguns monges beneditinos, que tinham sido expulsos do convento de Montecassino por invasores lombardos, buscavam abrigo na cidade. Para ajudá-los, o prefeito ofereceu-lhes um palácio na colina do Célio, que foi convertido em convento. A proximidade com os religiosos despertou em Gregório a vocação monástica. Acabou abandonando sua vida civil e entrando para a ordem beneditina. 

De monge a papa

Depois de servir como representante apostólico do papa Pelágio II em Constantinopla, Gregório voltou a Roma. Em 13 de setembro de 590, com a morte do pontífice, foi consagrado seu sucessor. Sua gestão foi marcada por grandes desafios: corrupção dos lombardos (povo germânico que invadiu a Itália por volta de 568); trágicas inundações no território italiano, que provocaram muitas mortes e escassez de alimentos; e também a epidemia de peste.

A visão do anjo Miguel

À época da epidemia, Gregório conclamou os fiéis para uma solene procissão penitencial à Basílica de Santa Maria Maior. Conta-se que, ao atravessarem a ponte que ligava o Vaticano ao centro da cidade, os peregrinos tiveram uma visão do arcanjo Miguel. A aparição foi tida como um prenúncio do fim da peste e a edificação passou a ser chamada de Ponte Santo Anjo.

Legado

Durante seu pontificado, Gregório reorganizou a administração pontifícia e cuidou para que os bens da Igreja fossem utilizados com retidão e sem excessos, a fim de garantir a obra evangelizadora ao redor do mundo. Como expressão do seu espírito caridoso, o papa doou seus próprios à Igreja, comprou pessoalmente alimentos para os necessitados, ajudou a sustentar financeiramente religiosos em dificuldade e pagou pelo resgate de diversos prisioneiros.

Gregório também auxiliou a negociar o tratado de paz com os lombardos, além de atuar pela conversão dos invasores. Também empreendeu missões de evangelização a diversas regiões da Europa.

Coube a ele também a reforma da celebração da Missa, tornando-a mais simples. Deixou uma vasta produção epistolar, composta por mais de 880 cartas e homilias. Uma de suas obras mais conhecidas é “Diálogos”, em que, através do exemplo de homens e mulheres canonizados ou não, mostra que a santidade é sempre possível.

O papa que, do alto de sua simplicidade, se descrevia como “Servo dos servos de Deus”, morreu em 12 de março de 604, aos 65 anos, e foi sepultado na Basílica de São Pedro.

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