Por que rezar pelo Santo Padre, o papa?

A oração pelo Santo Padre é um dos pontos do nosso carisma. Ele não foi escolhido à toa como um dos pilares da Associação Tarde com Maria. Rezar pelo papa faz parte do mistério de Fátima, é parte essencial da espiritualidade ligada às aparições de Nossa Senhora na Cova da Iria.


Era 13 de julho de 1917 quando Lúcia, Jacinta e Francisco viram um anjo com uma espada de fogo em uma das mãos, do lado esquerdo de Nossa Senhora. Em um clarão de luz, havia um bispo vestido de branco, que as crianças entenderam ser o Papa. Também havia outros religiosos que subiam uma montanha em cujo cume estava uma grande e rústica cruz. Para chegar ao topo da montanha, o Papa atravessou uma cidade muito destruída e, bastante sofrido, rezava pelas almas dos cadáveres que estavam pelo caminho. Ao fim do trajeto, o Santo Padre foi morto por soldados.

A própria Nossa Senhora disse aos pastorinhos que, se os homens não deixassem de ofender a Deus, o pontífice teria muito o que sofrer: “Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores; para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção a Meu Imaculado Coração. Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz. A guerra vai acabar. Mas, se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio Xl começará outra pior. Quando virdes uma noite alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai a punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre” (Memórias da Irmã Lúcia, pág 177).

A pequena Jacinta encheu-se de amor pelo Santo Padre e passou a rezar sempre em sua intenção e a oferecer muitos dos seus sacrifícios por ele. No fim de rezar o Terço, costumava rezar três Ave Marias pelo papa.

Certa vez, relatou aos primos uma visão que teve com o pontífice: “Eu vi o Santo Padre em uma casa muito grande, de joelhos, diante de uma mesa, com as mãos na cara, a chorar. Fora da casa estava muita gente e uns atiravam-Ihe pedras, outros rogavam-lhe pragas e diziam-lhe muitas palavras feias. Coitadinho do Santo Padre! Temos que pedir muito por Ele” (Memórias da Irmã Lúcia, pág 126).

Ainda hoje, temos que rezar pelo Santo Padre. À frente do rebanho de Deus, o papa tem sempre grandes desafios, não importa o tempo. O sucessor de Pedro carrega uma grande responsabilidade, que pode ser mais suave com as nossas orações.