Os segredos da correção fraterna

Todo mundo erra. Podem ser erros pequenos ou grandes, conscientes ou acidentais. Mas nenhum de nós está imune a falhas. Quando uma criança erra, o pai a corrige, ensinando-a a fazer o certo. Da mesma forma, ao longo da vida, precisamos que, com gentileza e compaixão, outras pessoas nos apontem nossas faltas para que possamos voltar ao trilho. A isso damos o nome de correção fraterna.

Como o objetivo não é humilhar ou depreciar o outro, mas contribuir para o seu crescimento, a correção fraterna deve ser feita com bastante cuidado. Não se deve corrigir com grosseria, aspereza ou estupidez. Também não se deve fazê-lo em público, expondo o irmão a vergonha. Muito menos é recomendado exibir o erro alheio nas redes sociais.

Quando alguém errar, chame-o em particular e, com ternura, mostre de que forma aquela falha afetou outras pessoas e o que pode ser feito para melhorar. Seja gentil, discreto e compassivo.

A correção fraterna não deve estar ligada a hierarquia ou idade. Um irmão mais novo pode corrigir o mais velho, assim como um filho pode corrigir o pai ou a mãe. Amigos podem fazê-lo entre si, da mesma forma como colegas de trabalho. Subordinados podem ajudar chefes a entenderem seus erros. Tudo isso é possível se feito com respeito e a partir do genuíno desejo de ajudar.

Assim, a correção fraterna é um verdadeiro ato de amor.