O que fazer quando o filho fala palavrão?

Você sempre foi uma boa mãe. Sempre foi rigorosa na educação dos filhos, ensinou-lhes o que é certo e o que é errado, ensinou o respeito e a ética. Mas não é que, mesmo após você ter dedicado tanto esforço, o pimpolho chega em casa e solta um palavrão daqueles bem cabeludos? Em vez de arrancar os cabelos, dar uns três berros ou sentar e chorar, o que fazer num caso como esse?

Em primeiro lugar, é preciso entender que, embora inadequado, o uso do palavrão é uma forma de a criança ou adolescente se inserir no grupo. Na fase de socialização, é normal a pessoa reproduzir o comportamento dos seus pares para se sentir aceito. Cabe ao pai e à mãe, com calma e ponderação, mostrar que há outras maneiras de ser valorizado pelos colegas e amigos.

É preciso, sim, ser firme na repreensão. Não precisa, para isso, gritar o extrapolar no castigo, mas demonstrar autoridade e, através do próprio exemplo, ensinar que os palavrões são um grave ato de desrespeito ao outro e ao grupo. A linguagem vulgar ofende e agride os que estão próximos a nós. Jesus nos disse: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. Ele não disse “ofendei-vos uns aos outros” ou “xingai-vos uns aos outros”.

Em vez da proibição pura e simples, que só estimula a vontade de contrariar natural das crianças e dos jovens, busque conversar e aponte as razões pelos quais os palavrões não devem ser usados. É nosso papel, enquanto pais, ajudar nossos filhos a controlar os impulsos e agir conforme nossas crenças e nossos valores!