O pior é não ver Nossa Senhora

No dia 13 de agosto de 1917, quando os pastorinhos estavam presos para interrogatório na Cadeia de Ourém, os pastorinhos se deram conta de que perderiam o encontro com Nossa Senhora. Francisco especialmente temia que, entristecida com a ausência das crianças, a Virgem não voltasse mais a lhes aparecer:

“Quando a Jacinta, na cadeia, chorava com saudades da mãe e da família, ele procurava animá-la e dizia:

– A Mãe, se não a tornarmos a ver, paciência! Oferecemos pela conversão dos pecadores. O pior é se Nossa Senhora não volta mais! Isso é que mais me custa!” (Memórias da Irmã Lúcia, pág 147)

Lá em casa, esta passagem nos inspirou um hábito compartilhado por toda a família e que nos ajuda a afastar os sentimentos ruins de perda ou de sofrimento. Quando algo de mal nos acontece, em vez de lamentarmos, imediatamente dizemos: “o pior é não ver Nossa Senhora”.

Essas palavras funcionam para nós não só como um consolo, mas principalmente como um lembrete da providência divina. Por pior que sejam as circunstâncias, temos sempre a graça de estar com a Santa Mãe, de ter Sua companhia e proteção.

A experiência concreta da oração nos aproxima da Virgem Santíssima a tal ponto de sentirmos Sua presença constante em nossas vidas. Quando falamos com Ela do fundo do coração, Ela sempre nos responde.

Sua mão é o que nos sustenta nos dias sombrios, quando os problemas parecem pesados e difíceis. Ela nos ajuda a enxergar a saída. Imagina o que seria de nós se, num momento de aperto, não tivéssemos Maria ao nosso lado? Como faríamos sem o Seu socorro e o Seu afeto? Com certeza, pensando nisso, “o pior é não ver Nossa Senhora”.