A alegria do terço

Logo após a primeira aparição de Nossa Senhora na Cova da Iria, o pequeno Francisco assumiu logo – e com alegria – a tarefa de rezar terços todos os dias, conforme foi pedido pela Virgem Santíssima. Prontamente ele se pôs a fazer a vontade da Mãe do Céu:

“Contámos, em seguida, ao Francisco, tudo quanto Nossa Senhora tinha dito. E ele, manifestando o contentamento que sentia, na promessa de ir para o Céu, cruzando as mãos sobre o peito, dizia:

– Ó minha Nossa Senhora, terços, rezo todos quantos Vós quiserdes.” (Memórias da Irmã Lúcia, pág 141)

Dali em diante, passou a dedicar-se com afinco e sempre com comprazimento à oração do rosário. Será que nós nos dispomos a rezar com essa mesma alegria? Será que nosso coração se enche de júbilo todos os dias ao segurar o terço e iniciar a oração? Somos inundados pelo entusiasmo ao meditar cada mistério e entoar as sequências de ave-marias e pai-nossos?

“(Francisco) tomou o costume de se afastar de nós, como que passeando; e se chamava por ele e Ihe perguntava que andava a fazer, levantava o braço e mostrava-me o terço. Se Ihe dizia que viesse brincar, que depois rezava connosco, respondia:

– Depois também rezo. Não te lembras que Nossa Senhora disse que tinha de rezar muitos terços?” (Memórias da Irmã Lúcia, pág 141)

A oração não era para ele um sacrifício. Ao contrário, era um ato devocional, de pura entrega. Ele rezava o terço muitas vezes e com grande concentração, mas não com tristeza ou dor. O fazia com a alegria de agradar Nossa Senhora, de amenizar as dores impostas pelos pecados da humanidade.

Que tal você também buscar essa felicidade na oração do terço? Da próxima vez em que parar para rezar, em vez de deixar surgir aquela preguiça ou o desânimo, lembre do contentamento do pequeno Francisco. Deixe seu coração em festa para fazer do terço um momento de amor!