A vidente e os papas

Porta-voz das mensagens de Nossa Senhora às autoridades eclesiásticas, a Irmã Lúcia manteve contato próximo com vários papas. As aparições que ela tinha eram imediatamente reportadas aos seus superiores e o teor dos pedidos da Virgem logo faziam com que esses chegassem aos pontífices.

O segredo confiado pela Mãe de Deus aos pastorinhos e guardado por Lúcia ao longo dos anos fez uma ponte direta entre ela e os herdeiros do trono de Pedro.

O primeiro papa com quem a vidente teve contato foi Paulo VI, que com ela esteve na celebração dos cinquenta anos das aparições de Fátima, em 13 de maio de 1967. Cerca de dez anos depois, Lúcia recebeu a visita do cardeal Albino Luciani. Ao vê-lo, ela profetizou que Luciani, que na época era patriarca de Veneza, se tornaria um dia papa. De fato, o religioso veio a ser pontífice, sob o nome de João Paulo I, mas ficou apenas 33 dias no comando da Igreja Católica. Foi encontrado morto em seus aposentos no Vaticano em 28 de setembro de 1978. De acordo com os laudos oficiais, a causa de sua morte foi um infarto do miocárdio.

Com o papa João Paulo II , Lúcia estabeleceu uma relação de profunda amizade, especialmente após o atentado sofrido ele, no ano de 1981, justamente no dia 13 de maio. O papa reconheceu que foi salvo por um milagre e entendeu que ele era o bispo vestido de branco que era atacado por soldados na visão de 13 de julho de 1917. O primeiro encontro entre os dois foi em 1982, seguido de mais duas outras reuniões presenciais e uma extensa troca de cartas e mensagens.

Por fim, em 1996, Lúcia recebeu a visita do cardeal Joseph Ratzinger, que se tornou o papa Bento XVI.

Se você quer conhecer melhor a vida de Lúcia e dos pastorinhos e as mensagens que receberam de Nossa Senhora, não deixe de ler Fátima, que eu e minha esposa Kenya publicamos em parceria com a Globo Livros. Está nas livrarias físicas e virtuais!