Nossa Senhora não decepciona os pastorinhos

Como vimos, em agosto os pastorinhos não viram Nossa Senhora no dia 13, como tinha acontecido nos meses anteriores. Eles foram detidos e passaram por longo e cruel interrogatório neste dia e, por isso, não puderam estar na Cova da Iria no horário combinado. Apesar do medo de Francisco de ter decepcionado a Virgem e de não voltar a vê-la, a quarta aparição aconteceu poucos dias depois de deixarem a cadeia de Vila Nova de Ourém.

No dia 19 de agosto de 1917, Lúcia pastoreava o rebanho do família acompanhada do seu irmão João e do primo Francisco. Eles estavam em uma localidade chamada Valinhos quando a pequena foi acometida por aquela estranha sensação que sempre ocorria pouco antes das aparições de Nossa Senhora. Como Jacinta não estava com eles, Lúcia e Francisco pediram que João corresse em casa para chamá-la, para que ela não perdesse o encontro com a Mãe de Deus.

Postada sobre uma carrasqueira, Nossa Senhora lhes disse: “Quero que continueis a ir à Cova de Iria no dia 13, que continueis a rezar o terço todos os dias. No último mês, farei o milagre, para que todos acreditem”, disse Maria (Memórias da Irmã Lúcia, pág. 178).

Pediu a eles que usassem o dinheiro que os fiéis costumavam deixar na Cova da Iria para construir dois andores, a serem usados na festa de Nossa Senhora do Rosário. Com o restante que sobrasse, deveria ser construída uma capela em Sua homenagem – que viria a ser a Capela das Aparições que até hoje reúne milhares de pessoas em Fátima.

Antes de elevar-se aos Céus, a Mãe Santíssima pediu: “Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios por os pecadores, que vão muitas almas para o inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas” (pág 179).