O que a Igreja explica sobre a Assunção de Maria?

Celebramos, neste último domingo, a solenidade da Assunção de Nossa Senhora. A Igreja nos ensina que Maria, ao fim de sua trajetória terrestre, foi assunta de corpo e alma à glória celeste. Aquela que foi escolhida para ser a Mãe do Filho de Deus, que foi preservada da mancha da culpa original, foi assumida por Deus no Reino dos Céus e glorificada de corpo e alma.

O dogma da Assunção da Virgem Maria foi proclamado em 1950 pelo Papa Pio XII. Na Constituição Apostólica Munificentissimus Deus, o pontífice explicou que “(…) os corpos dos justos se dissolvem depois da morte, e somente no último dia tornarão a unir-se, cada um com sua própria alma gloriosa. Mas desta lei geral Deus quis excetuar a Bem-Aventurada Virgem Maria. Ela, por um privilégio todo singular, venceu o pecado; por sua Imaculada Conceição, não estando por isso sujeita à lei natural de ficar na corrupção do sepulcro, não foi preciso que esperasse até o fim do mundo para obter a ressurreição do corpo”.

Não há unanimidade sobre os fundamentos bíblicos do dogma da Assunção de Maria. Mas algumas passagens nos indicam este acontecimento. No livro do Apocalipse, está dito: “Então, apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida com o sol, tendo a lua debaixo dos pés e, sobre a cabeça, uma coroa de doze estrelas” (Ap 12, 1). Já no Gênesis, vemos o seguinte: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar”(Gn 3, 15).

Como essas passagens não são claras, o papa Papa Pio XII optou com um método de avaliação que não fosse meramente bíblico e considerou, entre outros documentos, a Doutrina dos Santos Padres. Ela considera que Maria lutou, ao lado de Jesus, contra o diabo, embate que só terminaria com a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte. Partindo desse princípio, para participar completamente da vitória do Filho, seria necessária a glorificação corporal da Virgem Santíssima.

A assunção e glorificação de Maria nos lembram da beleza da Vida Eterna e do poder da Vida sobre a Morte. Recordemos que o Amor de Deus não tem limites!
Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!