Festa da Transfiguração do Senhor

Hoje celebramos a festa da Transfiguração do Senhor. A data é festejada desde o século V no Oriente e, posteriormente, também no Ocidente. Este marco – um dos cinco da trajetória de Cristo, junto com o Batismo, a Crucificação, a Ressurreição e a Ascensão – nos lembra a união das formas humana e divina em Jesus.

“Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, e os levou sozinhos a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. E transfigurou-se diante deles. Suas roupas ficaram brilhantes e tão brancas como nenhuma lavadeira sobre a terra poderia alvejar. Apareceram-lhe Elias e Moisés, e estavam conversando com Jesus. Então Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: ‘Mestre, é bom ficarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias’. Pedro não sabia o que dizer, pois estavam todos com muito medo. Então desceu uma nuvem e os encobriu com sua sombra. E da nuvem saiu uma voz: ‘Este é o meu Filho amado. Escutai o que ele diz!’ E, de repente, olhando em volta, não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus com eles. Ao descerem da montanha, Jesus ordenou que não contassem a ninguém o que tinham visto, até que o Filho do Homem tivesse ressuscitado dos mortos. Eles observaram esta ordem, mas comentavam entre si, o que queria dizer “ressuscitar dos mortos”.” (Mc, 9, 2-10)

Ali, no Monte Tabor, os três apóstolos entenderam a verdadeira divindade do Messias e a profundidade da missão que receberiam de Cristo. O episódio marcou-os com espanto e medo, mas também com enorme alegria, preparando-os para tudo que aconteceria a partir daquele momento.

Da mesma forma, a celebração desta festa nos prepara para permanecermos firmes na fé, confiantes da essência divina de Jesus, que deu a própria vida para nos salvar, substituindo a escuridão da morte pela luz da Salvação.

Em alocução no Vaticano nesta mesma data, em 2017, o papa Francisco resumiu a essência da festa da transfiguração do Senhor: “É o caminho que podemos realizar também nós. A redescoberta sempre viva de Jesus não é um fim em si, mas nos conduz a descer da montanha, recarregados com a força do Espírito Divino, para decidir novos passos de autêntica conversão e para testemunhar constantemente a caridade como lei de vida cotidiana”.

Que possamos, todos os dias, transfigurar nossos corações para seguirmos de forma abnegada os passos de Cristo!