Vamos oferecer a Cristo os sacrifícios com a pandemia?

Era meados de janeiro de 1919, quando Francisco caiu gravemente doente. Era uma recaída da temida gripe espanhola, que ele já havia contraído antes. Na época das aparições e nos anos seguintes, o mundo enfrentava essa terrível pandemia, que levou à morte milhões de pessoas. Assim como a pandemia de Covid-19, a gripe pneumônica se espalhou rapidamente pelo planeta, alcançando até pequeno povoados, como era Fátima naquele tempo.

Assim como muitas pessoas hoje, Francisco sentiu intensamente os sintomas da gripe. Mas, apesar do assombro que aquela doença provocada em muita gente, o pequeno pastorinho não aparentava temê-la.

A todos impressionava que, mesmo sofrendo em cima de uma cama, Francisco se mostrava sereno. Numa de suas visitas, Lúcia perguntou ao primo se ele estava sofrendo muito e ouviu a seguinte resposta: “Bastante, mas não importa. Sofro para consolar a Nosso Senhor”.

Que inspiração a todos os doentes que lutam contra a Covid! Junto da proteção de Nossa Senhora e mantendo a fé em Cristo, o pequeno pastorinho dedicou toda aquele sofrimento a Jesus, na intenção de consolá-Lo.

Será que também nós, doentes ou saudáveis, não poderíamos dedicar nossos sofrimentos a Cristo neste momento? Nossos medos – seja de contrair a doença ou de ficar sem renda –, os males físicos, o afastamento da família, as dificuldades de ordem prática impostas pela quarentena, nossa tristeza, tudo isso pode ser oferecido.

Em Jesus e em Nossa Senhora podemos encontrar o conforto de que precisamos tanto. A fé pode, agora, nos guiar de forma mais tranquila no mesmo deste grande turbilhão que atravessamos.