A dor dos últimos anos da Irmã Lúcia

Na semana passada, comentei aqui a visita que Irmã Lúcia fez à Fátima no ano 2000, por ocasião da beatificação dos primos Francisco e Jacinta. Na época, ela tinha quase 93 anos. Quando voltou ao Carmelo, sentia fortes dores em uma das pernas, que se alastravam pelo pé.

Mesmo acostumada desde jovem aos desconfortos e aos problemas da vida, as dores a incomodavam a ponto de, como raramente acontecia, consentir em receber ajuda médica. Os especialistas verificaram que o problema era decorrente de uma grave deformação em sua coluna. Recomendaram que ela passasse a usar uma cinta. Ao ver o objeto pela primeira vez, no seu habitual bom humor, Lúcia comentou: “Então eu me queixo do
pé e o médico me manda apertar a barriga?”.

As dores passaram a ser lancinantes. As mãos e os pés também já estavam bastante deformados e a religiosa começou a usar bengalas e, posteriormente, cadeira de rodas. Tinha dificuldade para manter-se em pé e, em alguns momentos, até mesmo ficar sentada provocava-lhe fortes incômodos. Todo esse desconforto ela encarou com serenidade. Entendia as limitações de seu corpo físico e aceitava, com humildade, a ajuda de outras religiosas.

No dia 13 de fevereiro de 2005, por volta das cinco horas da tarde, irmã Lúcia, cercada em sua cela pelas outras irmãs do Carmelo e acompanhada por um sacerdote, deixou definitivamente este mundo, indo ao encontro dos seus primos. Após dois dias de missas de corpo presente acompanhadas por uma multidão, composta tanto por religiosos quanto por leigos que foram dar o último adeus à vidente, Lúcia foi sepultada no claustro do tão querido Convento das Carmelitas, onde passou a maior parte de sua vida.

No ano seguinte, seus restos mortais retornaram ao local onde tudo começou. Na Basílica de Fátima, ela foi sepultada ao lado da prima Jacinta.

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