A mão de Nossa Senhora

Foi em 1987, com uma oração do terço na praça Serzedelo Corrêa, em Copacabana, que começou minha história com Nossa Senhora. Em agradecimento pela recuperação de uma enfermidade, juntei algumas pessoas para rezar o terço comigo em frente à Paróquia Nossa Senhora de Copacabana.

Nosso primeiro evento contou com uma imagem do Coração Imaculado de Maria. Teria sido coincidência ser justamente esta imagem? Por que a Tarde com Maria teria começado já atrelada à mensagem de Fátima? Hoje, olhando para trás, vejo que nada foi por acaso e que fui escolhido pela Virgem Santíssima. Cada passo meu a partir daquele dia teve o dedo da Mãe de Deus, que teceu uma rede de situações que me trouxeram até aqui.

Quando fiz aquela primeira oração do terço, não pensava em repetir. Mas as coisas se sucederam, as pessoas se envolveram e logo já estávamos outra vez reunidos para venerar Nossa Senhora. Achei que pararíamos por aí, afinal não tínhamos estrutura para repetir a dose. Como eu reuniria todo mundo? Não havia equipe, não havia escritório. Mesmo assim, veio a terceira, a quarta, a quinta edições. Cada uma delas reunia mais pessoas. Cada uma, tinha uma estrutura ainda maior do que a anterior.

Muitas vezes eu pensei em desistir. Certa vez, eu estava na praia, aproveitando um despretensioso banho de mar. Eu tinha recebido um convite para trabalhar em Nova Iorque. A proposta era tentadora: um novo desafio profissional, uma grande mudança. Ali, mergulhado no mar de Copacabana, resolvi que abandonaria todo o meu trabalho pastoral e rumaria para os Estados Unidos. Mas qual não foi minha surpresa quando, no dia seguinte, não só eu não tinha retornado a proposta de emprego como ainda tinha aceitado comandar diversas novas atividades na paróquia!

Em todos os momentos, é como se uma mão me puxasse. É como se gentilmente a mão de Nossa Senhora me conduzisse pelos caminhos que Ela desejava que eu trilhasse. Eu podia planejar mil outras coisas ou somente querer jogar a toalha, mas logo aquela mão me buscava. Eu simplesmente era levado. Eu, de alguma forma, fazia parte do mistério de Fátima.

Todos nós podemos integrar esse mistério. Ele entra em nossa vida, ele se expande e nos contagia. A mensagem deixada pela Virgem aos pastorinhos nos inebria de uma forma irresistível. Basta conhecê-la. Basta senti-la. Hoje, trabalhamos intensamente para que todos possam participar do mistério de Fátima. Através da evangelização, de cursos de formação e de trabalhos sociais, fazemos chegar às pessoas o amor de Nossa Senhora. Que tal nos ajudar nessa missão?