O convite de Nossa Senhora

A primeira aparição de Nossa Senhora teve impacto fortíssimo no pequeno Francisco. Ao ouvir da prima Lúcia o que Nossa Senhora havia dito e ao tomar conhecimento de que a Virgem havia pedido que eles rezassem o terço diariamente, o pastorinho disse:

“– Ó minha Nossa Senhora, terços, rezo todos quantos Vós quiserdes.”

Desde então ele se tornou ainda mais quieto, mais introspectivo. Aproveitava todo o tempo para rezar o terço. Deixava de brincar e de conversar para concentrar-se na oração:

“E, desde aí, tomou o costume de se afastar de nós, como que passeando; e se chamava por ele e Ihe perguntava que andava a fazer, levantava o braço e mostrava-me o terço. Se Ihe dizia que viesse brincar, que depois rezava connosco, respondia:
– Depois também rezo. Não te lembras que Nossa Senhora disse que tinha de rezar muitos terços?”

Em momento algum, o garoto, de apenas 9 anos, questiona o pedido de Nossa Senhora. Ao contrário, ele atende, confia, entrega-se, reza. Nossa Senhora encontra em Francisco um coração fecundo, obediente.

Diferentemente de Francisco, nós muitas vezes colocamos em dúvida os pedidos divinos. Todos somos convidados a viver a mensagem de Fátima, mas muitos não percebem o convite: será que é isso mesmo que Nossa Senhora quer de mim? Será que esse recado é mesmo para mim? Não seria para os outros? Por que eu devo fazer isso? Será realmente que preciso rezar o terço todos os dias? Não pode ser só de vez em quando?

Francisco nunca se sentiu obrigado a rezar o terço. Mas fez isso por amor. Foi o amor pela Santíssima Mãe de Deus que o motivou, que o transformou. A proposta de Nossa Senhora não foi exclusiva a Francisco, Lúcia ou Jacinta, mas extensiva a cada um de nós. Todos somos chamados a entrar no mistério de Fátima e compartilhar a mensagem da Virgem. Será que você está pronto para atender esse convite?