Celebremos o Imaculado Coração de Maria

Hoje, a Igreja celebra a solenidade do Imaculado Coração de Maria. Esta devoção nasceu ainda na Idade Média. Já no século XIX, a Santa Sé aprovou o culto ao Coração de Maria, concedendo a celebração da festa às dioceses que a solicitavam. Em 1855, o papa Pio IX aprovou a missa e o ofício próprios desta celebração. Mas foram as aparições de Nossa Senhora em Fátima que impulsionaram verdadeiramente esta devoção.

A primeira menção ao Imaculado Coração, nas Aparições da Cova da Iria, aconteceu na segunda aparição, em 13 de junho de 1917. “Ele [Jesus] quer estabelecer no mundo a devoção do meu Imaculado Coração”, disse a Virgem aos três pastorinhos, mostrando a eles um coração cravado de espinhos, que repousava em Sua mão.

No mês seguinte, após mostrar a Lúcia, Francisco e Jacinta o inferno e como as almas pecadoras padeciam, a Mãe Santíssima sentenciou: “para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção a Meu Imaculado Coração”, sem, no entanto, explicar como.

Foi apenas em 1925, quando Lúcia já era noviça da Congregação das Doroteias e estava em Pontevedra, na Espanha, que Nossa Senhora revelou a devoção reparadora dos cinco primeiros sábados: “Olha, minha filha, o Meu Coração cercado de espinhos, que os homens ingratos a todos os momentos Me cravam com blasfêmias e ingratidões. Tu, ao menos, vê de Me consolar, e dize que todos aqueles que, durante cinco meses, no primeiro sábado, confessarem-se, recebendo a Sagrada Comunhão, rezarem um Terço, e Me fizerem quinze minutos de companhia, meditando nos quinze mistérios do Rosário, com o fim de me desagravar, Eu prometo assistir-lhes, na hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação dessas almas”.

Não por acaso a Solenidade do Imaculado Coração de Maria acontece no dia seguinte ao da solenidade do Sagrado Coração de Jesus. Afinal, Nossa Senhora era mãe e também discípula de Cristo e a associação das duas celebrações nos mostra a

importância da Virgem Santíssima na missão de Seu filho.