2ª Aparição – Nossa Senhora mostra seu coração cravejado de espinhos

Hoje lembramos a segunda aparição de Nossa Senhora na Cova da Iria. A 13 de junho de 1917, os três pastorinhos se dirigiram à Cova da Iria, como a Virgem havia lhes pedido, mas já acompanhados de um grupo grande de pessoas, que queriam compartilhar a visão de Maria. Depois que Jacinta, Francisco e Lúcia rezaram o terço, a Mãe do Céu lhes apareceu, precedida por uma luz semelhante a um relâmpago.

De cima da carrasqueira, pediu aos pastorinhos que rezassem o terço diariamente e aprendessem a ler. Ao ouvir de Lúcia o pedido para que levasse os três para o céu, Nossa Senhora revelou que Jacinta e Francisco para lá iriam em breve, mas que Lúcia ficaria por aqui mais tempo, para ajudar a estabelecer no mundo a devoção ao Seu Imaculado Coração. Preocupada com o sofrimento pelo qual a pastorinha já passava, a Mãe Santíssima, plena de ternura, disse: “Não desanimes. Eu nunca te deixarei. O meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus” (Memórias da Irmã Lúcia, pág 175).

D’Ela emanava uma luz intensa, muito brilhante, realmente divina. E, em sua mão, repousava um coração ultrajado:

“Foi no momento em que disse estas últimas palavras que abriu as mãos e nos comunicou, pela segunda vez, o reflexo dessa luz imensa. Nela nos víamos como que submergidos em Deus. A Jacinta e o Francisco parecia estarem na parte dessa luz que se elevava para o Céu e eu na que se espargia sobre a terra. À frente da palma da mão direita de Nossa Senhora, estava um coração cercado de espinhos que parecia estarem-lhe cravados. Compreendemos que era o Imaculado Coração de Maria, ultrajado pelos pecados da humanidade, que queria reparação” (Memórias da Irmã Lúcia, pág 175).

O impacto daquela imagem foi tal que as três crianças acharam melhor não comentar nada com ninguém, mesmo que Nossa Senhora não tivesse pedido que guardassem segredo a respeito. Nascia aí todo o mistério e a expectativa em torno da mensagem de Fátima.