Francisco e os cultos de dulia, hiperdulia e latria

Um dia, pouco tempo após a primeira aparição de Nossa Senhora na Cova da Iria, o pequeno Francisco disse: “Gostei muito de ver o Anjo, mas gostei ainda mais de Nossa Senhora. Do que gostei mais foi de ver a Nosso Senhor, naquela luz que Nossa Senhora nos meteu no peito. Gosto tanto de Deus! Mas Ele está tão triste, por causa de tantos pecados! Nós nunca havemos de fazer nenhum”.

Instintivamente, sem saber, o pastorinho estabeleceu uma perfeita hierarquia dos tipos de culto. Em seu coração puro de criança, ele sentiu, de maneira suave, a gradação que nos leva ao amor divino.

Quando disse “gostei muito de ver o Anjo”, Francisco fez referência ao culto de dulia, palavra derivada do termo grego “douleuo”, que significa honra. A dulia é indicada à veneração de anjos e santos. Quando falou “gostei ainda mais de Nossa Senhora”, o menino assumiu o culto de hiperdulia, que significa “acima da honra”, ou seja, um grau de veneração acima. Este culto é devido à Maria Santíssima. Por fim, quando o pastorinho disse “Do que gostei mais foi de ver a Nosso Senhor”, ele nos trouxe o culto de latria, reservado unicamente a Deus, afinal, apenas Ele pode ser adorado!

É como se a luz que Nossa Senhora pôs no peito das três crianças tivesse levado diretamente ao coração e à alma deles o mais pleno conhecimento das coisas do céu! Mesmo sem instrução formal, mal sabendo ler ou escrever, o pequeno Francisco estava inundado de sabedoria divina!

Assim como ele, precisamos estar abertos a ouvir e sentir as mensagens de Deus, que nos chegam por tantos meios e sinais. Você tem se dedicado a ouvir o que Nosso Senhor e Nossa Senhora têm a dizer?