O início da construção da capelinha em homenagem a Nossa Senhora de Fátima

“Quero dizer-te que façam aqui uma capela em Minha honra, que sou a Senhora do Rosário, que continuem sempre a rezar o terço todos os dias. A guerra vai acabar e os soldados voltarão em breve para suas casas”*, disse Nossa Senhora aos pastorinhos na aparição de 13 de outubro de 1917, instantes antes do conhecido Milagre do Sol.

A Virgem já tinha feito menção a isso na aparição de agosto, quando Lúcia perguntou-lhe o que gostaria que fosse feito com o dinheiro que os peregrinos deixavam na Cova da Iria: “Façam dois andores: um, leva-o tu com a Jacinta e mais duas meninas vestidas de branco; o outro, que o leve o Francisco com mais três meninos. O dinheiro dos andores é para a festa de Nossa Senhora do Rosário e o que sobrar é para a ajuda duma capela que hão-de mandar fazer”*.

Apesar da insistência de Nossa Senhora, a construção começou em 28 de abril de 1919, um ano e meio depois da última aparição em Fátima. A capelinha foi erguida exatamente no local onde a Virgem era vista pelos pastorinhos Lúcia, Jacinta e Francisco.

Foram aproximadamente dois meses de obras, tocadas pelos próprios fiéis. Foi erguida ali na Cova da Iria uma pequena casinha, modesta nas dimensões e no estilo. Eram 15 m² marcados pela fé e pela devoção. Como as autoridades eclesiásticas ainda não tinha certeza da veracidade das aparições, a Igreja não apoiou nem participou da construção.

A capelinha foi inaugurada no dia 15 de junho, de forma modesta, sem luxo e, dois anos depois, em 13 de outubro de 1921, foi permitida oficialmente a realização de missas no local.

Essa simplória capela foi o embrião do grande santuário que até hoje é visitado por milhares de pessoas anualmente em Portugal. E é a réplica perfeita dela que vemos no santuário de Nossa Senhora de Fátima aqui do Brasil, uma lembrança concreta do amor que temos pela Virgem Santa.

* trechos retirados do livro “Memórias da Irmã Lúcia”.