Os atentados à Capelinha das Aparições

Embora seja um lugar abençoado, nem só de boas lembranças vive o Santuário português de Nossa Senhora de Fátima. O local onde a Virgem Santíssima apareceu aos três pastorinhos foi alvo de diversos atentados, que, felizmente, não o destruíram por completo.

Era madrugada do dia 06 de março de 1922 quando os moradores da região da Cova da Iria ouviram diversas explosões. Ao lado de peregrinos, muitos correram até a Capelinha e a encontraram arrombada por uma picareta. Havia quatro buracos nas paredes abertos a distâncias iguais e uma bomba em cada um deles.

A explosão dos quatro artefatos incendiou por completo o teto de madeira. As paredes permanecerem de pé, mas ficaram muito danificadas. Uma quinta bomba tinha sido colocada junto à raiz da azinheira onde Nossa Senhora apareceu, mas esta, por sorte, não explodiu.

A imagem de Nossa Senhora foi salva graças a uma mulher chamada Maria Carreira, mais conhecida como Maria da Capelinha. Tomada por uma forte devoção, ela cuidava com dedicação do local e acabou se tornando uma espécie de zeladora voluntária da Capela das Aparições. Assim como fazia todos os dias, naquela noite ela havia recolhido a imagem e guardado em sua casa.

Nunca se soube ao certo quem foi o autor do atentado. Mas havia fortes suspeitas de que o governo português tivesse participação no episódio. Desde implantação da República Portuguesa, em outubro de 1910, ele combatia declaradamente as diversas formas religiosas, mas especialmente a Igreja Católica.

Ao contrário de enfraquecer a devoção dos peregrinos, o caso acabou fortalecendo o interesse das pessoas pela Capelinha. Os próprios fiéis cuidaram da restauração da pequena construção, que foi reinaugurada em 13 de janeiro de 1923.

Em 2016, ocorreu um novo ataque à Capela. Após a oração do terço das nove horas da noite, um carro entrou no pátio do Santuário em alta velocidade. Um homem de apenas 24 anos dirigia o veículo, que se chocou contra um pequeno muro que fica em frente à Capelinha, danificando sua primeira porta lateral. O carro só parou ao bater contra a porta principal, que dá acesso ao altar. O rapaz ainda tentou destruir a imagem de Nossa Senhora, mas não conseguiu, pois ela é protegida por uma redoma blindada.

No ano seguinte, quando celebrava-se o centenário de Fátima, um outro plano para destruir a Capelinha foi abortado pelas forças de segurança de Portugal e do Vaticano. Um marroquino intencionava explodir uma bomba no Santuário, a fim de atingir não apenas o edifício mas também o papa Francisco, que estava no local para a celebração, e milhares de fiéis. O suspeito vinha sendo vigiado e foi preso depois de comprar substâncias que seriam usadas na confecção de bombas artesanais.

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