Há 15 anos, morria irmã Lúcia

Hoje, completam-se 15 anos do falecimento da querida irmã Lúcia, a grande vidente de Fátima. Ao lado dos primos Francisco e Jacinta, ela testemunhou as aparições de Nossa Senhora na Cova da Iria em 1917 e, por toda a sua vida, viveu encontros com a Mãe de Deus.

A religiosa teve um papel fundamental na difusão da mensagem de Fátima. Tinha apenas 10 anos quando viu a Virgem Maria pela primeira vez. Os três pastorinhos levavam o rebanho da família e brincavam pela encosta quando viram um relâmpago e, em seguida, “uma Senhora, vestida toda de branco, mais brilhante que o Sol, espargindo luz, mais clara e intensa que um copo de cristal, cheio d’água cristalina, atravessado pelos raios do sol mais ardente” (Memórias da Irmã Lúcia, pág 172).

Foi através dos três pastorinhos, mas especialmente de Lúcia – a única que conseguia ao mesmo tempo ver, ouvir e falar com a Virgem – que Nossa Senhora trouxe aos homens seu pedido de conversão, sacrifício pelos pecadores e oração do terço pela paz no mundo.

As visões, embora tivessem tocado fundo a alma da menina, mudaram radicalmente sua vida, em função do assédio, da desconfiança e do descrédito manifestado por muitas pessoas. Aos 14 anos, Lúcia entrou para a vida religiosa e, mesmo longe da Cova da Iria, continuou a encontrar-se com Nossa Senhora e atuou como Sua porta-voz, transmitindo às autoridades eclesiásticas e aos fiéis de todo o mundo os desejos da Virgem.

Lúcia morreu em 13 de fevereiro de 2005, aos 97 anos, no Carmelo de Coimbra, onde foi sepultada. Seu corpo lá permaneceu por um ano e, depois, foi trasladado para o Santuário de Fátima.

Está em curso o processo de canonização da religiosa. Há exatos dois anos, foi concluída a fase diocesana e toda a documentação colhida foi encaminhada à Congregação das Causas dos Santos, no Vaticano. O processo de canonização foi aberto em 30 de abril de 2008, três anos após sua morte de Lúcia, depois que o Papa Bento XVI concedeu uma dispensa em relação ao período de cinco ano de espera estipulado pelo Direito Canônico.