Por que você não deve viver a vida do seu filho?

Nós amamos muito nossos filhos e queremos que eles tenham sempre o melhor: os melhores amigos, os melhores passeios, os melhores brinquedos, as melhores roupas, a melhor casa, os melhores empregos. Mas aí é que mora o perigo. Quem pode saber com segurança o que é melhor para o outro?

Seu filho tem direito a viver as próprias experiências e decidir por si só o que é melhor para ele. Nosso papel, enquanto pais, é orientar e apoiar. Como diz a Bíblia: “Pais, não irritem seus filhos; antes criem-nos segundo a instrução e o conselho do Senhor” (Efésios 6,4). Podemos dar sugestões e indicar, pela nossa vivência e pela nossa fé, o que tem chance de dar certo e dar errado. Mas só cabe ao filho decidir o que fazer.

A maravilha da vida não está em acertar, mas em tentar! Se você decidir tudo por seu filho, ele perde a chance de experimentar – e também de acertar e errar! Nossos enganos nos fazem crescer e amadurecer. Nossos sucessos nos enchem de alegria. Mas tudo isso perto o brilho se os outros fizerem por nós. Cada um precisa andar com suas próprias pernas, para poder rir e chorar à vontade. Você deve ficar na plateia para torcer e aplaudir. Ou, em alguns casos, para cuidar dos ferimentos se ele tomar um tombo…

Você até pode saber que o namoro do seu filho não vai dar em nada e ele vai levar um fora. Talvez valha um conselho ou uma reflexão. Mas nada de impedir ou boicotar a relação! Se, de fato, o namoro der errado, esteja a postos para consolar, dando força para que ele sacuda a poeira e dê a volta por cima. Se o amigo o trair, o emprego novo não der certo, o passeio for um fiasco ou o apartamento novo só der dor de cabeça, deixe que o Espírito Santo seja seu guia para que você esteja sempre pronto a acolher e dizer as palavras certas. Você precisa ser a voz que vai encher o coração do seu filho de esperança, rezando sempre por ele!