Os dogmas marianos

A palavra “dogma” vem do grego e significa “ensinamento”. Erroneamente, muitas pessoas acham que os dogmas são coisas antigas, ultrapassadas ou que engessam o pensamento e a fé. No entanto, sob a ótica católica, eles são definições verdadeiras sobre pontos essenciais do nosso credo. Não foram inventados por ninguém, mas revelados por Deus. A Igreja apenas os manifestou, através de afirmações eclesiais. Sobre Maria, a Igreja definiu 4 dogmas fundamentais. Você sabe quais são?

Maternidade Divina
O primeiro dogma mariano foi proclamado durante o Concílio de Éfeso, no ano de 431, e afirma a maternidade divina de Maria – ou seja, Maria é verdadeiramente Mãe de Deus. É por isso que, na oração da “Ave-Maria”, rezamos: “Santa Maria, Mãe de Deus…”.
Na época em que este dogma foi proclamado, a Igreja vivia uma grande polêmica interna. Uma corrente popular entre os cristãos do Oriente, chamada de nestoriana, defendia que Jesus tinha duas naturezas independentes. Para esse grupo, Maria seria mãe apenas de Cristo-homem. Para combater esse pensamento, a Igreja outorgou a Nossa Senhora o título de Theotokos (Teótokos), expressão grega que significa justamente “Mãe de Deus”. Reconhecendo Maria como mãe de Deus, os católicos professam que Cristo é Filho de Deus.

Virgindade Perpétua
O segundo dogma mariano foi definido pelo Concílio de Latrão, em 649, e declara a virgindade perpétua de Maria: ela era virgem antes do parto e permaneceu virgem durante e após o parto.
Tendo permanecido virgem e sendo mãe de um só Filho, Maria pôde se dedicar à missão de Jesus, da qual era corresponsável. Além disso, Deus concedeu a Ela a felicidade de ter ao seu lado São José, marido dedicado que exerceu exemplarmente a função de pai adotivo de Jesus.

Imaculada Conceição
Em 8 de dezembro de 1854, o Papa Pio IX definiu o terceiro dogma mariano: Imaculada Conceição de Maria. Em sua Bula “Ineffabilis Deus”, o Pontífice declarou que Nossa Senhora foi preservada do pecado original, desde sua concepção. Deus a fez imune ao pecado a fim de prepará-la para ser mãe do Seu Filho. É este dogma que rezamos na conhecida jaculatória: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”.

Assunção
A Assunção de Maria foi o último dogma a ser proclamado, o que ocorreu em 01 de novembro de 1950 pelo Papa Pio XII através da Constituição Apostólica “Munificentíssimus Deus”. No documento, o Pontífice afirmou que, ao final de Sua vida terrena, Ela foi levada de corpo e alma aos céus: “Depois de elevar a Deus muitas e reiteradas preces e de invocar a luz do Espírito da Verdade, para glória de Deus onipotente, que outorgou à Virgem Maria sua peculiar benevolência; para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e vencedor do pecado e da morte; para aumentar a glória da mesma augusta Mãe e para gozo e alegria de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos Pedro e Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que a Imaculada Mãe de Deus e sempre Virgem Maria, terminado o curso da sua vida terrena, foi assunta em corpo e alma à glória do céu”, indica o Papa.