Adolescência: como lidar com instabilidades emocionais?

A adolescência é marcada por grandes transformações físicas e emocionais. Nascem novos interesses e gostos, surgem muitas dúvidas, aparecem novos medos. É tempo de descobertas e novas experiências. Mas, exatamente porque essa fase é um verdadeiro turbilhão, é também um momento delicado, em que o jovem está vulnerável e sujeito a questões emocionais sérias, como ansiedade e depressão.

A busca do corpo ideal preconizado pela mídia, a pressão social e o anseio pela inclusão entre os pares, a necessidade de ser popular, o desejo de uma vida perfeita como a que se vê nas redes sociais, a indecisão quanto ao futuro profissional, a premência de atender às expectativas dos outros, a velocidade desgastante de um mundo sempre em transformação, tudo isso empurra nossos adolescentes para um redemoinho de emoções. E o resultado nem sempre é positivo.

Mas como nós, pais, podemos ajudar nossos filhos nesse momento tão delicado e decisivo de suas vidas? Costumo dizer que esse alicerce se dá em um tripé familiar: afeto, diálogo e oração. São três dimensões que se apóiam e se complementam.

Afeto

No momento em que a dúvida, o medo e o vazio se instalam na alma do jovem, o afeto é primordial. O que ele precisa, mais do que palavras, é de um abraço apertado, um carinho, um ombro. O adolescente precisa se sentir amado e acolhido, independentemente de suas falhas, seus defeitos o suas inseguranças. Ele precisa sentir que há um lugar em que pode ser ele mesmo e para onde ele sempre pode correr para encontrar abrigo.

Diálogo

A conversa franca e sincera, quando cultivada desde cedo, evita muitos problemas. Jovens bens instruídos e conscientes tendem a evitar relações abusivas e consumo de drogas, por exemplo. Mas, mesmo quando o adolescente erra, é preciso que haja diálogo, a fim de buscar soluções e corrigir a rota.

Oração

A oração é o sustentáculo maior do espírito. É onde o coração se acalma, é o momento de paz, quando nos sentimos inteiramente amados por Deus. É o que apazigua a dor, o que acalenta a esperança, o que nutre a fé. Um adolescente que reza sente-se mais forte, mais querido, mais confiante. Incentive o seu filho a manter uma rotina de oração, guie-o, ofereça leituras bíblicas que possam ajudá-lo. Há, na internet, muitas músicas que podem servir de inspiração e muitos aplicativos que podem orientar a prece, caso ele não saiba como fazer ou por onde começar. Caso ele se sinta à vontade, a família toda pode rezar junta, fortalecendo ainda mais os laços.

E você, como faz para ajudar seu filho adolescente?