Alegria na morte

Sei que tenho falado muito sobre Francisco, o pastorinho cuja personalidade era marcada pela introspecção, mas a sua singeleza tem muito a dizer a todos nós. A sua morte foi o ápice de uma trajetória de contemplação e dedicação a Nossa Senhora e a Jesus, que começou com as aparições na Cova da Iria.

Na véspera de sua morte, Francisco disse a Lúcia: “Olha, estou muito mal. Já me falta pouco para ir para o Céu”. Apesar disso, não esboçou qualquer tipo de medo. Ele sabia que seria acolhido pela Mãe de Deus e ansiava por isso. Ao ouvir da prima o pedido para que, ao chegar ao Céu, não se esquecesse de pedir pelos pecadores, pelo papa, por Jacinta e por ela, Francisco respondeu: “Essas coisas pede-as a Jacinta, que eu tenho medo de me esquecer quando vir o Nosso Senhor. E depois, antes, O quero consolar”.

Com a saúde muito debilitada, o menino recebeu a visita do padre, que o confessou e lhe deu a primeira eucaristia. Que alegria! Que contentamento mostrava Francisco! Finalmente o pastorinho recebia a hóstia sagrada. Seu êxtase era tamanho, que ele disse a Jacinta: “Hoje eu sou mais feliz que tu, porque tenho dentro do meu peito a Jesus Escondido”.

No dia 04 de abril de 1919, com quase 11 anos e cercado pela família, Francisco viveu seus últimos momentos. Olhou para o lado e, com o semblante satisfeito, declarou: “Ó, minha mãe, olhe que luz tão bonita ali está na nossa janela”. Ele partiu de forma serena, sem nenhum tipo de agonia e sem soltar nem um único gemido, com um sorriso angelical no rosto.

Vendo o filho expirar, os pais caíram em pranto. Ao que Jacinta reagiu: “Por que estão vocês a chorar, pois ele estava a rir?”. O sorriso de Francisco era, para a pequena, a comprovação de que seu irmão seguira realmente para o Céu, para ficar ao lado de Nossa Senhora.

Essa é uma das passagens que eu e Kenya narramos no livro Fátima, lançado em parceria com a Globo Livros. Que tal conhecer um pouco mais sobre a mensagem de Fátima? A obra está disponível em LINK PARA SITE DA SARAIVA.