Bullying: como lidar com a questão?

Quem tem filhos sempre fica preocupado com a questão do bullying. E não é para menos. O impacto desse comportamento pode gerar marcas que serão levadas para toda a vida. Por isso, devemos estar atentos tanto para garantir que nossos filhos não serão vítimas, mas que também não vão praticar bullying.

Preste atenção aos sinais que podem indicar que a criança ou adolescente está sofrendo algum tipo de violência dos colegas. Se ela começar a se isolar, parecer triste além do normal, não quiser ir a alguns locais ou participar de atividades que antes fazia, mostrar sinais de excessiva irritabilidade ou hipersensibilidade, se tiver problemas para comer ou dormir, isso pode indicar que algo não vai bem.

Alguns jovens tendem a se abrir mais facilmente do que outros, mas é importante que você tenha um comportamento acolhedor e suave, para que seu filho sinta-se confortável para confiar a você os detalhes do que está passando. Evite uma abordagem direta, mas demonstre que ele sempre pode contar com você para ajudar a resolver qualquer problema.

Estando claro que seu filho está sendo vítima de bullying, recorra a ajuda dos profissionais da escola e auxilie o jovem a lidar com a questão. Só existe bullying quando há plateia e quando a vítima dá ouvidos e parece se importar com o que o agressor diz. Diante disso, há uma reflexão que você pode propor a seu filho: “o que será que Jesus faria no meu lugar?”.

Cristo sempre teve uma postura de tolerância e compreensão, nunca de enfrentamento. Mesmo diante de Pilatos e dos soldados que O levaram ao Calvário, nunca respondeu com violência, irritação ou agressividade. Da mesma forma, quem sofre bullying deve procurar ignorar as críticas e provocações dos agressores, mesmo que isso pareça bastante difícil. E não pode dar ouvidos aos comentários depreciativos que são feitos unicamente para estabelecer uma relação de dominação.

Em geral, o praticante de bullying está descontando nos outros algum sentimento de insatisfação, repressão, perseguição, humilhação ou até mesmo violência doméstica. Talvez, o que ele precisa não seja apenas de punição, mas de acolhimento. Assim como Jesus fazia, é preciso perdoar e tentar ver os problemas do agressor para também poder ajudá-lo.