“Quero apenas ir para o Céu!”

Falamos esta semana sobre as mudanças que a experiência divina opera em nós. Com o pequeno Francisco, não foi diferente. Depois das aparições, o pastorinho demonstrava constantemente vontade de consolar Jesus e de ir para o Céu, a fim de ficar com Nossa Senhora.

Desde que ouviu da Virgem Santíssima que iria para o Céu, mas que, para isso, teria que rezar muitos terços, passou a se dedicar incessantemente à oração. Passava muitas horas sozinho, rezando. Mesmo quando estava com a irmã Jacinta e a prima Lúcia, andava afastado das meninas para caminhar fazendo suas preces.

Sua maior preocupação era sempre agradar Maria e Jesus. Quando os três foram presos em Ourém, Francisco ficou preocupado com a possibilidade de ter entristecido Nossa Senhora por não terem ido à Cova da Iria como haviam prometido. O problema maior, para ele, não era nunca mais verem a família ou mesmo morrerem, mas sim não ver mais a Virgem.

Ao ser vitimado pela gripe espanhola, em 1919, mostrava-se alegre mesmo em meio a muita dor e sofrimento. Contentava-se pela proximidade do momento de ir para o Céu! Em uma das visitas que fez ao primo, Lúcia perguntou se ele estava sofrendo muito e ouviu a seguinte resposta: “Bastante, mas não importa. Sofro para consolar a Nosso Senhor”.

Certa vez, duas senhoras perguntaram-lhe o que gostaria de ser quando crescer. Carpinteiro? Militar? Médico? Padre? Ao que ele respondeu: “Não quero ser nada. Quero morrer e ir para o Céu”.

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