Tudo o que você sempre quis saber sobre exorcismo

O Exorcismo, por lidar com o sobrenatural, causa grande fascínio nas pessoas e foi frequentemente retratado no cinema. Mas o desconhecimento a respeito do tema faz com que ele seja abordado de forma exagerada e fantasiosa. Hoje, trazemos luz a este assunto, para esclarecer as principais dúvidas sobre ele.

O que é exatamente o exorcismo?
O demônio pode possuir uma pessoa e controlar suas faculdades, alterando o seu comportamento. Para expulsá-lo, a Igreja faz uso de um rito especial. O termo “exorcismo” vem da do EXORKIZEIN, palavra que significa “conjurar”. Ele é um sacramental através do qual a Igreja, em nome de Jesus, expulsa os demônios, ou pede que uma pessoa ou objeto sejam protegidos contra a ação do maligno e subtraído ao seu domínio. Para isso, a Igreja usa a autoridade espiritual que lhe foi concedida pelo próprio Cristo.

Quando começou a prática do exorcismo?
O próprio Jesus realizou muitos exorcismos e deu aos apóstolos o poder de expulsar os espíritos malignos: “Se é pelo Espírito de Deus que eu expulso os demônios, então o Reino de Deus já chegou a vós” (Mt 12,28).

Todos os exorcismos são iguais?
Não. Existem os do tipo solenes e os simples. Os simples são aqueles integrados a outros ritos, como o batismo. Nesta celebração, o batizado é libertado do pecado. Quando o celebrante o unge com o óleo dos catecúmenos e lhe impõe a mão, ele o liberta do poder de satanás. Já os exorcismos solenes, também chamados de “grandes exorcismos”, são aqueles previstos para os casos de possessão ou obsessão diabólica e devem seguir estritamente as regras impostas pela Igreja.

Como saber se a pessoa precisa ser exorcizada?
Entre as manifestações demoníacas mais claras estão, por exemplo, casos de pessoas que falam em línguas desconhecidas alterando a voz, a demonstração de força muito superior à sua idade ou suas condições físicas, súbita e intensa aversão a Deus e à Virgem Maria, a manifestação de coisas ocultas, entre outros. Mas, antes de exercer o exorcismo, é fundamental assegurar-se de que se trata verdadeiramente da presença do demônio, descartando possíveis doenças mentais ou distúrbios de saúde. Todas as precauções devem ser tomadas pelo exorcista, incluindo a consulta a médicos e estudiosos. Mas o outro extremo também deve ser observado: é preciso considerar que, muitas vezes, o diabo usa artifícios para se ocultar em pseudo doenças naturais a fim de enganar e ludibriar as pessoas. Por isso, os exorcistas devem usar toda a sua autoridade moral e discernimento espiritual para tomar a decisão acertada.

Quem pode ministrar o exorcismo?

O exorcismo solene só pode ser realizado por um sacerdote e com licença especial e expressa do Bispo diocesano. Tal licença deve ser concedida a “presbítero dotado de piedade, ciência, prudência e integridade de vida” (Código de Direito Canônico, nº 1172, § 2). Além disso, o padre nomeado exorcista só pode ministrar o Exorcismo em sua Diocese. Caso esteja em alguma paróquia de outra Diocese, precisa obter permissão do Bispo local.