Meu filho está em más companhias. O que faço?

Quem é pai de adolescente sempre fica temeroso em relação às amizades dos filhos. Será que são boas pessoas, boas influências? No livro do Eclesiástico, está dito: “Um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro” (Eclo 6, 14). Mas o contrário também é uma verdade: as más companhias nos levam para caminhos ruins. Como nós pais devemos agir nesses casos?

O ideal não é impedir a convivência, pois isso pode desencadear uma onda de rebeldia. Os pais devem incentivar os filhos a valorizar as verdadeiras amizades, aquelas que contribuam para que ele cresça como cristão e o dê tranquilidade e segurança. Mas deve ensinar os adolescentes que é preciso, antes de se render à intimidade com o amigo, observar suas ações e seus comportamentos. Ele trata bem as pessoas? Ele é estudioso? É respeitoso com a família? Ou fala mal dos outros quando não estão presentes? Tem acessos de raiva com frequência? É mesquinho? Usa drogas? É promíscuo?

Essa reflexão pode levar seu filho a concluir sozinho se suas companhias são benéficas ou prejudiciais a ele, sem que você precise fazer críticas diretamente. Ele mesmo deve estar pronto a avaliar o caráter das pessoas que o cercam para fazer conscientemente suas escolhas.

Outra possibilidade é usar situações e casos que acontecem no dia a dia para mostrar as falhas do suposto amigo. Aproveite alguma história que seu filho contar ou um episódio que você tenha observado para comentar casualmente sobre uma postura inadequada do amigo.

Quando ainda assim seu filho insistir nas más companhias, a oração pode ser um bom caminho. Apresente a Deus e a Nossa Senhora o problema e peça que Eles o iluminem e orientem. A prece, feita com fé, pode tudo.