Onde está a felicidade?

Há quem passe a vida inteira em busca da felicidade: perseguindo o trabalho ideal, lutando pela casa dos sonhos, juntando dinheiro para aquela viagem perfeita, procurando novas experiências… Não há nenhum mal em querer ser feliz. O problema é que normalmente procuramos no lugar errado.

Certa vez, disse o papa Francisco que a “felicidade verdadeira, a felicidade que enche o coração não está nos trapos que vestimos, nos sapatos que calçamos, na etiqueta de determinada marca”. Mas onde estaria ela, afinal?

No Sermão da Montanha, Jesus nos dá o caminho das pedras:

“Bem-aventurados os que têm um coração de pobre”, porque a felicidade não está na riqueza. “Bem-aventurados os que cho¬ram”, afinal ser feliz não é sinônimo de não ter problemas. “Bem-aventurados os mansos”, porque não adianta querer ter sempre razão. “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça”, porque não é possível ser feliz sem pensar no bem-estar dos irmãos. “Bem-aventurados os misericordiosos”, porque doam um pouco de si pelos demais. “Bem-aventurados os puros de coração”, porque não são alcançados pela vaidade, pela cobiça ou pelo egoísmo. “Bem-aventurados os pacíficos”, porque sabem que o amor é o caminho da paz. “Bem-aventurados os que são perseguidos”, porque sabem que não podem fazer somente o que querem, mas aquilo que precisa ser feito para construir uma sociedade mais fraterna.

Como explicou o pontífice, “Jesus não vende fumaça (…) Ele sabe que a verdadeira felicidade encontra-se em sermos sensíveis, em aprender a chorar com os que choram, em aproximar-se de quem está triste, em deixar chorar sobre o próprio ombro, dar um abraço”.

Ser feliz, portanto, é seguir os passos de Jesus. É inspirar-se n’Ele e deixar que Sua presença seja guia. Essa felicidade plena que buscamos está na Eucaristia, está na doação, na entrega. Esse amor que nos invade através da fé é o que procuramos e aquilo de que verdadeiramente precisamos. “Tu és meu Deus, eu não tenho outra felicidade senão em Ti” (Sl 15,2).