São João Paulo II: o papa de Nossa Senhora

Hoje, dia 22 de outubro, celebramos a memória do papa João Paulo II, um dos mais populares pontífices da Igreja Católica e um grande difusor da devoção mariana pelo mundo. Karol Wojtyła nasceu no dia 18 de Maio de 1920, em Vadovice, na Polônia. Entrou para o seminário de Cracóvia em 1942, de forma clandestina, por causa da invasão comunista em seu país que reprimia o catolicismo. Quatro anos depois, foi ordenado sacerdote e, em 1958, nomeado bispo auxiliar.

Suas posições firmes, sua forte espiritualidade e seu tom diplomático o fizeram ascender rapidamente na Igreja. Em 1964, foi eleito Arcebispo de Cracóvia e, em 1967, foi feito Cardeal por Paulo VI. No dia 16 de Outubro de 1978, depois de oito escrutínios, foi eleito Papa.

Quando nomeado bispo, refletindo sua consagração e seu amor por Nossa Senhora, escolheu como lema episcopal a expressão latina “Totus tuus”, que significa “eu sou todo teu”. Essas palavras fazem parte da fórmula de renovação da consagração à Maria proposta anteriormente por São Luís Maria Grignion de Montfort, grande sacerdote que ficou conhecido como Apóstolo da Virgem.

Os textos desse valoroso missionário tiveram enorme impacto na alma e na disposição religiosa de João Paulo II. “Compreendi, então, que não podia excluir da minha vida a Mãe do Senhor, sem desatender a vontade de Deus-Trindade, que quis ‘iniciar e realizar’ os grandes mistérios da história da salvação com a colaboração responsável e fiel da humilde Serva de Nazaré”, disse certa vez Karol Wojtyła.

Desde cedo, ele usou a fé católica para combater a violência. Em um país invadido pelos nazistas, manteve as igrejas lotadas. Como papa, teve marcante oposição ao comunismo e suas consequências, vividas por ele tão intensamente na Polônia. Seu pontificado – um dos mais longos da história, com mais de 25 anos de duração – foi ativo, carismático e conciliatório.

A história de João Paulo II também ficou intrinsecamente ligada à mensagem de Nossa Senhora de Fátima após o atentado que sofreu no Vaticano no dia 13 de maio de 1981. Quando circulava com o papamóvel pela Praça de São Pedro, ele foi alvo de um tiro disparado pelo turco Mehmet Ali Agca. Quase inconsciente no hospital, só pedia que não lhe tirassem o escapulário de Nossa Senhora do Carmo. Inexplicavelmente, a bala fez uma trajetória curva dentro do corpo de Wojtyła e acabou não acertando nenhum órgão vital. Até o atirador, contratado para matar o pontífice, reconheceu posteriormente que a vida dele havia sido salva por um milagre.

Fazendo uma conexão entre a data do atentado e da primeira aparição de Nossa Senhora em Fátima, o papa estudou o segredo revelado pela Virgem aos pastorinhos e enxergou na visão que os pequenos haviam tido – o bispo vestido de branco que era morto por soldados no alto de um monte, prostrado de joelhos aos pés da Santa Cruz – o seu próprio destino. Atendendo ao pedido de Maria, trabalhou pela consagração da Rússia, pelo fim do comunismo e da guerra e pela paz no mundo.

Que, como ele, possamos ser também servos de Maria, deixando-A guiar nossas vidas. São João Paulo II, rogai por nós!