A vida segura e o livre-arbítrio

Nossa Senhora prometeu aos pastorinhos que eles iriam para o céu, que sofreriam mas, ao fim, estariam com Ela no paraíso. No entanto, esta promessa não significou um salvo-conduto, que lhes permitiria fazer qualquer coisa. A permanência naquela via segura de salvação dependeria apenas de Lúcia, Francisco e Jacinta. Por quê? Por causa de um instrumento que Deus concedeu a todos os seres humanos: o livre-arbítrio.

Continuar no caminho do bem, da integridade e da santidade cabe a cada um de nós. Um passo em falso e tudo pode se perder. Cair em tentação ou resistir a ela, cometer um pecado ou manter-se na virtude, fazer o mal ou optar pela solidariedade, tudo isso depende única e exclusivamente da nossa vontade. Mesmo quando as circunstâncias não são favoráveis, quando enfrentamos muitos obstáculos e nos sentimos oprimidos, ainda assim temos a chance de escolher.

Com toda a pressão que os pastorinhos viveram – os inúmeros interrogatórios, a desconfiança dos vizinhos, as agressões verbais e até físicas por parte dos peregrinos, a descrença da própria família – eles poderiam ter desistido de seguir os passos de Nossa Senhora. Mas optaram por se manterem retos e firmes no que lhes pediu a Mãe Santíssima.

Em nosso dia a dia, quando nos depararmos com as bifurcações, que sejamos capazes de seguir pela via segura indicada pela Virgem Maria. No momento da dúvida, que possamos nos inspirar nos exemplos de Jacinta, Lúcia e Francisco para nos sentirmos fortalecidos o suficiente para suportar as barreiras, as dores e o medo. No final do trajeto, tudo isso valerá a pena.