O combate ao pecado

São Francisco de Sales, o jesuíta que ficou conhecido como o santo da doçura, foi, na verdade, um grande domador de sua própria alma. Homem de temperamento fortíssimo, passou a vida lutando para não se deixar dominar pela raiva e pela rispidez. Após a sua morte, em 1623, descobriu-se que sua mesa de trabalho estava toda arranhada por baixo. Ele cravava as unhas na madeira e a arranhava para evitar responder às pessoas sem amor ou mansidão.

Assim também, o exemplo deste santo nos ensina muito sobre como devemos resistir ao pecado. A luta como o mal deve se dar diariamente, nas pequenas e nas grandes coisas. Somos tentados a todo o tempo e pecamos muito em função disso. Mas, não é porque estamos próximos do inferno que vamos, como se diz popularmente, “abraçar o diabo”! Não vale pecar e depois recorrer à confissão, achando que isso vai resolver tudo. De nada adianta a absolvição no confessionário se a alma estiver inclinada a pecar novamente.

Por isso o combate ao mal deve ser bravo e resistente, por amor a Nossa Senhora, cujo imaculado coração já foi demasiadamente machucado. Cada deslize, cada novo comportamento pecaminoso, é um novo prego que cravamos no coração da Virgem Santíssima. Para evitar que isso aconteça, precisamos de auto-controle, assim como fazia São Francisco de Salles.

Estejamos sempre alertas, vigilantes e contritos para que nossas ações e pensamentos não sejam motivo para agravar as chagas de Maria, mas, ao contrário, sejam um alívio para a Mãe do Céu e um exemplo no qual nossos irmãos possam se inspirar. Que possamos seguir, aqui, um caminho de santidade que nos levará, ao final da jornada, para junto do Pai.