A quinta aparição

Naquele 13 de setembro de 1917, Lúcia, Jacinta e Francisco tiveram dificuldades para chegar à Cova da Iria. O caminho estava apinhado de gente, que queria tocar nos pastorinhos e pedir-lhes intercessão para a cura de todo tipo de males. Não havia ali respeito e uns impunham a força sobre os outros a fim de chegar mais perto das três crianças. De joelhos e aos gritos, muitos exibiam suas chagas, acreditando que, assim, chamariam a atenção dos videntes.

Para alcançar o local da aparição, Jacinta, Francisco e Lúcia precisaram da ajuda de alguns homens, que lhes iam abrindo caminho. Por todo o trajeto, foram consolando e dando a mão aos sofredores, ajudando-os a levantarem-se do chão.

Cerca de 16 mil pessoas os esperavam na Cova da Iria. Junto com todo este povo, rezaram o terço. Logo depois, avistam o mesmo reflexo das aparições anteriores e viram Nossa Senhora em cima da azinheira.

“Continuem a rezar o terço, para alcançarem o fim da guerra. Em outubro virá também Nosso Senhor, Nossa Senhora das Dores e do Carmo, além de São José com o menino Jesus para abençoar o mundo”, disse-lhes a Virgem.

Ao ouvir de Lúcia que muitas pessoas tinham lhe pedido para suplicar por curas, a Mãe de Deus respondeu: “Sim, alguns curarei; outros não. Em outubro farei o milagre, para que todos acreditem.”

Em seguida, Nossa Senhora começou a elevar-se ao céu e desapareceu em direção ao nascente, deixando nos pastorinhos a vontade de desejar somente as coisas do Céu.