Como a Igreja define um milagre?

A palavra milagre nos remete a fatos excepcionais e inexplicáveis. E, realmente, o são. Essas intervenções de Deus nos mostram a força do Seu poder e do Seu amor por nós e funcionam como um lembrete de que Ele pode tudo, para não esquecermos da Sua infinita misericórdia. Mas você sabe o que um fato precisa para ser considerado pela Igreja um milagre?

Cerca de 95% dos milagres estão relacionados à cura de doenças graves. Para qualificar esses episódios como milagrosos, os fatos são submetidos a uma sequência rigorosa de etapas científicas e criteriosamente analisados por uma comissão formada por especialistas, médicos e teólogos.

Para que uma graça seja considerada um verdadeiro milagre, o Vaticano exige que sejam cumpridas quatro exigências: o fato deve ser ser preternatural, ou seja, a ciência não consegue explicar; deve ser instantâneo, ou seja, ter acontecido imediatamente após a oração; ser duradouro e ser perfeito.

Para garantir a veracidade do milagre, a comissão responsável pela análise se certifica de que o doente foi desenganado pelos médicos e depois, de maneira inexplicável, ficou completamente curado, sem qualquer recaída. Também confere se foram aplicados todos os tratamentos disponíveis para aquela doença, esgotando as possibilidades de cura através da medicina.

O rigor e a seriedade deste processo são tamanhos que das mais de 7200 alegações de curas milagrosas de peregrinos do santuário de Lourdes na França analisadas pela Igreja desde 1858, apenas 70 foram consideradas efetivamente milagrosas.