O valor da temperança

Nem preciso dizer que temperança é importante. Afinal, é uma das quatro virtudes cardeais! Apesar disso, tem gente que acha que ela tira a graça da vida, deixa tudo sem emoção. Ledo engano! Como na culinária, em que o chef tem que dosar os temperos para a comida ficar perfeita – nem sem sal, nem com sal demais, nem pouco nem demasiadamente apimentada – na vida, a temperança traz a medida certa de sabor.

Essa virtude incrível nos ajuda a colocar “ordem na casa”, para usarmos com moderação as coisas deste mundo, como a comida, a bebida, os bens materiais, o sexo, a diversão, o sono… Para uma vida equilibrada, não precisamos abdicar de nada disso, mas apenas usufruir de tudo na quantidade adequada e no momento certo.

É a temperança que nos permite dominar nossos instintos e vontades, sem deixar que sejamos escravizados por ela. Uma pessoa que bebe até cair, por exemplo, não é dona de si. É a bebida que manda nela. Mas aquele que entende que há um limite para o consumo de álcool pode desfrutar do prazer, sem ser afetado por suas consequências nefastas.

Isso vale para tudo na vida! Não por acaso, a temperança também é chamada de moderação ou sobriedade. Ela limita os excessos, nos permitindo uma experiência livre e saudável, de acordo com o plano que Deus desenhou para nós. Não nos deixa insensíveis ou indiferentes, mas, ao contrário, nos torna disponíveis para as coisas maravilhosas do Pai.

Uma forma de nos corrigirmos e buscarmos a temperança em algo é fazermos sacrifícios. Como exemplo, se você não consegue comer apenas um pedaço da barra de chocolate e acaba a devorando toda, experimente fazer o sacrifício de ficar um mês inteiro sem comer chocolate algum. Verá que no final você não será mais dominado pelo seu instinto e que você conseguirá se segurar e comer apenas o pedaço que desejava. Os sacrifícios servem para nos fortalecer e nos equilibrar. Experimente!