Por que você deve evitar que seu filho consuma bebidas alcoólicas?

De forma impressionante, os jovens começam a beber cada vez mais cedo. Como se pode imaginar, isso traz problemas enormes a esses meninos, não só a curto como também a longo prazo. Em primeiro lugar, o consumo precoce de álcool eleva as chances de desenvolver dependência. Uma pesquisa norte-americana mostrou que 47% dos adolescentes que começam a consumir bebidas alcoólicas antes dos 14 anos se tornam dependentes em algum momento da vida, contra 9% daqueles que iniciam o consumo de álcool após os 21 anos.

Há também danos às conexões neurais, provocando redução dos níveis de atenção e da capacidade de processar informações nos adolescentes. Nesta fase, o fígado também não está pronto para metabolizar o álcool, que ainda enfraquece o sistema imunológico. Mas, muito além disso, há os danos emocionais e espirituais que o consumo de bebida alcoólica nessa fase pode provocar.

Muitos adolescentes começam a beber álcool para serem aceitos pelos colegas. Outros, buscam se refugiar de situações ou sentimentos com os quais ainda não sabem lidar. Mas comumente esses jovens acabam passando da conta. O resultado é desastroso: brigas, vulgaridade, desrespeito. Eles perdem o bom senso e caem no ridículo, fazendo coisas das quais se envergonham depois, o que podemos classificar como uma verdadeira ressaca moral.

Todo comportamento desregrado é porta de entrada para o pecado. Hábitos ruins tendem a se tornarem vícios, que nos afastam de Deus. Nesta idade, em que meninos e meninas ainda não têm maturidade suficiente para avaliar com 100% de segurança o que é certo ou errado, nem perceber que certos comportamentos podem prejudicá-los, é preciso protegê-los. Não simplesmente proibindo-os de beber, mas através do diálogo e da oração.

É necessário mostrar a eles tudo o que está envolvido no processo do consumo do álcool, desde os aspectos fisiológicos até os morais. Explicar que eles não precisam deste artifício para serem aceitos, pois o valor deles está nos dons que receberam de Deus, que serão valorizados naturalmente pelas outras pessoas. Reforce que o Pai Celeste os ama e isso é o mais importante, pois, quando há fé, os outros problemas se tornam menores e mais fáceis de superar.

Muitas pessoas têm no álcool uma fonte desmedida de prazer. É aí que eu me questiono: será que fui feita para esse tipo de prazer? Se Deus me promete o prazer de uma eternidade, por que me contentar com efêmeros prazeres? Não! Minha alegria não pode estar contida nisso. Preciso ir além e não determinar a fonte de minha alegria em coisas que passam.

Outras pessoas bebem “para quê” possam ter independência do mundo externo, mas não dá para, nesta vida, querermos tal estado de apatia! Somos gente e estamos constantemente nos relacionando com o mundo externo. Não adianta querer fugir. É preciso reagir, lutar, para que a força do que está dentro de nós mude o que está fora.

Ainda há pessoas que, para amortecerem suas preocupações, encontram no álcool uma solução para esquecerem os problemas. Mas fica a mesma reflexão acima: por que amortecer aquilo que precisa ser enfrentado? Atos de coragem precisam ser tomados em doses de verdade e luta!

Existem também as pessoas que, para se afastarem da pressão da realidade e refugiar-se em um mundo paralelo, bebem todas doses possíveis! Porém, junto à ressaca do dia posterior surge a pressão do dia anterior e um mundo mais cruel ainda! Sobriedade para encarar pressão pode ser a saída mais certa nesses momentos.

Além dos “para quês” acima, fica ainda uma última reflexão: sabe-se que é exatamente essa propriedade dos intoxicantes que determina o seu perigo e a sua capacidade de causar danos. De fato, muitas doenças são ocasionadas pelo alcoolismo (ele já é uma doença em si).

Por isso nós, pais, precisamos ficar atentos às saídas dos nossos filhos, orientado-os e sempre abertos ao diálogo. E não podemos nos esquecer também de rezarmos e pedirmos ao Senhor que nos ajude a termos sabedoria para educá-los para serem verdadeiros cristãos.