Mês Vocacional: as famílias

Amanhã, segundo domingo do mês vocacional, celebraremos a família – vocação que não exige cargo ou nomeação, mas que demanda um inequívoco dom. A família é um projeto de Deus para nós, que criou o homem e a mulher e, em seguida, disse: “crescei e multiplicai-vos” (Gen 1,28). Neste instante, Ele concedeu a esta instituição um caráter sagrado e a ela deu a responsabilidade de colaborar na construção do Seu Reino.

Apesar dos imensos desafios e da distorção de valores que presenciamos hoje, a família segue sendo um santuário de vida. Ela nasce do amor conjugal e existe para gerar mais amor, através dos filhos. Por isso, devemos educá-los, com firmeza e ternura, à luz da fé, preparando-os para serem pessoas de boa vontade, justas honestas e solidárias.

É em casa que damos nossos primeiros passos na vida espiritual. A família é igreja doméstica, a nossa primeira escola da fé, onde podemos conhecer e vivenciar na prática valores como generosidade, fidelidade, paciência e compromisso. É em nosso lar, junto dos pais e irmãos, que aprendemos o que é certo e o que é errado, o que é bom e mau, o que é justo e o que não é.

Cuidar de uma família não é apenas prover comida e cuidar para que nada falte. É muito mais do que isso! É estar vigilante e trabalhar para que ela seja um lugar de paz, de acolhimento, de respeito, ternura, diálogo e perdão, mesmo em meio a dificuldades. É aplicar-se para seguir o exemplo da Sagrada Família, que gerou, criou, educou e amou Jesus.

Unida na oração e experimentando na prática os ensinamentos de Cristo, a família é continuadora de Sua missão e testemunha do Evangelho. Como disse São João Paulo II:
“A família está chamada a ser templo, ou seja, casa de oração: uma oração simples, cheia de esforço e de ternura. Uma oração que se faz vida, para que toda a vida se transforme em oração”.