A luz de Nossa Senhora

Desde a primeira aparição de Nossa Senhora na Cova da Iria, em 13 de maio de 1917, a luz que emanava da Virgem Santíssima chamou a atenção dos três pastorinhos de forma impactante. Lúcia descreveu a visão como sendo a de uma senhora vestida de branco e que “brilhava mais que o sol”.

Em sua narrativa, dizia que “dela irradiava uma luz mais clara e intensa que a de um copo de cristal cheio d’água cristalina, atravessado pelos raios do sol mais intenso”. Mais do que uma simples visão, a luz ativa e abundante de Nossa Senhora os envolvia física e espiritualmente. Era uma luminosidade que transmitia amor e acolhimento.

Em certo momento da primeira aparição, a Virgem abriu as mãos. A claridade que delas saía atravessou Lúcia, Francisco e Jacinta, penetrando no peito e no mais íntimo de suas almas. Essa luz mágica fazia-os verem a si mesmos em Deus. A imagem era tão nítida que eles estavam certos de que não havia no mundo espelho que refletisse uma imagem tão clara. Aquilo bastou para impulsionar neles uma fortíssima devoção e um amor intenso e abnegado à Santíssima Trindade.

O pequeno Francisco, que apenas via as aparições de Nossa Senhora, sem conseguir ouvi-La ou falar com Ela, costumava dizer: “Gostei muito de ver o Anjo, mas gostei ainda mais de Nossa Senhora. Do que gostei mais foi ver o Nosso Senhor naquela luz que Nossa Senhora nos meteu no peito”. Uma experiência tão marcante que jamais foi esquecida por nenhum dos três e que deixou marcas profundas em seus corações.

Se você quiser saber mais sobre as aparições e sobre a vivência dos pastorinhos, não deixe de ler Fátima, livro que eu e Kenya lançamos há pouco em parceria com a Globo Livros. A obra está em livrarias de todo o país e também na internet . Feito com muito carinho e dedicação, este livro é uma oportunidade ímpar de conhecer a fundo a mensagem de Nossa Senhora de Fátima.