Terra Santa: seguindo os passos de Jesus e Maria

A Terra Santa, local sagrado para católicos, judeus e muçulmanos, foi palco de diversos episódios das vidas da Virgem Maria e de Jesus. Importantes acontecimentos narrados nos Evangelhos ocorreram ali, em locais que serão visitados durante a Peregrinação que a Associação Tarde com Maria vai promover em parceria com a Demarré Turismo, de 04 a 15 de novembro, com direção espiritual do bispo Dom Roque e acompanhamento de guias especializados.

Selecionamos alguns dos locais que serão visitados e trazemos aqui as passagens bíblicas que nos contam um pouco do que aconteceu nesses lugares. Confira!

Cidade de Isabel
Ein Karen, é o nome do vilarejo onde morava Isabel, prima de Maria, e onde ela foi visitada pela Virgem quando estava grávida de São João Batista:
“Naqueles dias, Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. E exclamou em alta voz: ‘Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor? Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio. Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas!’. E Maria disse: ‘Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador, porque olhou para sua pobre serva. Por isso, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações, porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo. Sua misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que o temem. Manifestou o poder do seu braço: desconcertou os corações dos soberbos. Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes. Saciou de bens os indigentes e despediu de mãos vazias os ricos. Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia, conforme prometera a nossos pais, em favor de Abraão e sua posteridade, para sempre’. Maria ficou com Isabel cerca de três meses. Depois voltou para casa.” (Lc 1, 39-56)

Igreja da Natividade
Construída em 326, é uma das igrejas mais antigas do mundo ainda em atividade. Foi erguida no local onde acredita-se que Jesus tenha nascido:
“Também José subiu da Galileia, da cidade de Nazaré, à Judeia, à Cidade de Davi, chamada Belém, porque era da casa e família de Davi, para se alistar com a sua esposa, Maria, que estava grávida. Estando eles ali, completaram-se os dias dela. E deu à luz seu filho primogênito, e, envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para eles na hospedaria.” (Lc 2, 4-7)

Rio Jordão
Foi neste rio, que deságua no Mar Morto, que São João Batista batizou Jesus:
“Da Galileia foi Jesus ao Jordão ter com João, a fim de ser batizado por ele. João recusava-se: ‘Eu devo ser batizado por ti e tu vens a mim!’. Mas Jesus lhe respondeu: ‘Deixa por agora, pois convém cumpramos a justiça completa’. Então, João cedeu. Depois que Jesus foi batizado, saiu logo da água. Eis que os céus se abriram e viu descer sobre ele, em forma de pomba, o Espírito de Deus. E do céu baixou uma voz: ‘Eis meu Filho muito amado em quem ponho minha afeição’.” (Mt 3, 13-17)

Mar da Galileia
Aqui se passou um episódio marcante da vida de Jesus, quando ele caminhou sobre as águas:
“Chegada a tarde, os seus discípulos desceram à margem do lago. Subindo a uma barca, atravessaram o lago rumo a Cafarnaum. Era já escuro, e Jesus ainda não se tinha reunido a eles. O mar, entretanto, se agitava, porque soprava um vento rijo. Tendo eles remado uns vinte e cinco ou trinta estádios, viram Jesus que se aproximava da barca, andando sobre as águas, e ficaram atemorizados. Mas ele lhes disse: ‘Sou eu, não temais’. Quiseram recebê-lo na barca, mas pouco depois a barca chegou ao seu destino. No dia seguinte, a multidão que tinha ficado do outro lado do mar percebeu que Jesus não tinha subido com seus discípulos na única barca que lá estava, mas que eles tinham partido sozinhos. Nesse meio tempo, outras barcas chegaram de Tiberíades, perto do lugar onde tinham comido o pão, depois de o Senhor ter dado graças. E, reparando a multidão que nem Jesus nem os seus discípulos estavam ali, entrou nas barcas e foi até Cafarnaum à sua procura. Encontrando-o na outra margem do lago, perguntaram-lhe: ‘Mestre, quando chegaste aqui?’. Respondeu-lhes Jesus: ‘Em verdade, em verdade vos digo: buscais-me, não porque vistes os milagres, mas porque comestes dos pães e ficastes fartos. Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que dura até a vida eterna, que o Filho do Homem vos dará. Pois nela Deus Pai imprimiu o seu sinal’.” (Jo 6, 16-27)

Igreja da Multiplicação dos Peixes
Às margens do Mar da Galileia, essa igreja foi construída no local onde Jesus realizou um de seus mais impressionantes milagres, a multiplicação de pães e peixes diante de 5 mil pessoas:
“Jesus levantou os olhos sobre aquela grande multidão que vinha ter com ele e disse a Filipe: ‘Onde compraremos pão para que todos estes tenham o que comer?’. Falava assim para o experimentar, pois bem sabia o que havia de fazer. Filipe respondeu-lhe: ‘Duzentos denários de pão não lhes bastam, para que cada um receba um pedaço’. Um dos seus discípulos, chamado André, irmão de Simão Pedro, disse-lhe: ‘Está aqui um menino que tem cinco pães de cevada e dois peixes… mas que é isto para tanta gente?’. Disse Jesus: ‘Fazei-os assentar’. Ora, havia naquele lugar muita relva. Sentaram-se aqueles homens em número de uns cinco mil. Jesus tomou os pães e rendeu graças. Em seguida, distribuiu-os às pessoas que estavam sentadas, e igualmente dos peixes lhes deu quanto queriam. Estando eles saciados, disse aos discípulos: ‘Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca’. Eles os recolhe­ram e, dos pedaços dos cinco pães de cevada que sobraram, encheram doze cestos.À vista desse milagre de Jesus, aquela gente dizia: ‘Este é verdadeiramente o profeta que há de vir ao mundo’.” (Jo 6, 5-14)

Monte das Bem-Aventuranças
É a coluna ao Norte de Israel onde Jesus proferiu o Sermão da Montanha:
“Vendo aquelas multidões, Jesus subiu à montanha. Sentou-se e seus discípulos aproximaram-se dele. Então, abriu a boca e lhes ensinava, dizendo: ‘Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos Céus! Bem-aventurados os que cho­ram, porque serão consolados! Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra! Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados! Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão miseri­córdia! Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus! Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus! Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus! Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós’.” (Mt 5, 1-12)

Monte Tabor
Nesta alta colina da Galileia, ocorreu a transfiguração de Jesus:
“Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e conduziu-os à parte a uma alta montanha. Lá se transfigurou na presença deles: seu rosto brilhou como o sol, suas vestes tornaram-se resplandecentes de brancura. E eis que apareceram Moisés e Elias conversando com ele. Pedro tomou, então, a palavra e disse-lhe: ‘Senhor, é bom estarmos aqui. Se queres, farei aqui três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias’. Falava ele ainda, quando veio uma nuvem luminosa e os envolveu. E daquela nuvem fez-se ouvir uma voz que dizia: ‘Eis o meu Filho muito amado, em quem pus toda a minha afeição; ouvi-o’. Ouvindo esta voz, os discípulos caíram com a face por terra e tiveram medo. Mas Jesus aproximou-se deles e tocou-os, dizendo: ‘Levantai-vos e não temais’. Eles levantaram os olhos e não viram mais ninguém, senão unicamente Jesus. E, quando desciam, Jesus lhes fez esta proibição: ‘Não conteis a ninguém o que vistes, até que o Filho do Homem ressuscite dos mortos’.” (Mt 17, 1-9)

Monte das Oliveiras
O Monte das Oliveiras fica a leste de Jerusalém, fora das muralhas, e é parte de uma cadeia de montanhas que separa a cidade do deserto da Judeia. Foi batizada desta forma porque, antigamente, suas encostas eram cobertas de oliveiras. Foi para lá que Jesus se dirigiu após a Última Ceia:
“Depois do canto dos Salmos, dirigiram-se eles para o monte das Oliveiras. Disse-lhes então Jesus: ‘Esta noite serei para todos vós uma ocasião de queda; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho serão dispersadas’.” (Mt 26, 30-31)

Horto do Getsêmani / Basilica da Agonia
o Horto do Getsêmani (ao qual muitos também chamam de Jardim do Getsêmani), é uma área que fica na base do Monte das Oliveiras. Foi batizado com este nome pois a palavra Getsêmani significa “prensa de azeite”. Das azeitonas colhidas nas oliveiras dali se extraía este tipo de óleo. A Basílica da Agonia foi construída num local junto ao Horto, onde Jesus teria orado antes de sua prisão:
“Retirou-se Jesus com eles para um lugar chamado Getsêmani e disse-lhes: ‘Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar… E, tomando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se. Disse-lhes, então: ‘Minha alma está triste até a morte. Ficai aqui e vigiai comigo’. Adiantou-se um pouco e, prostrando-se com a face por terra, assim rezou: ‘Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice! Todavia, não se faça o que eu quero, mas sim o que tu queres’. Foi ter então com os discípulos e os encontrou dormindo. E disse a Pedro: ‘Então, não pudestes vigiar uma hora comigo… Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca’. Afastou-se pela segunda vez e orou, dizendo: ‘Meu Pai, se não é possível que este cálice passe sem que eu o beba, faça-se a tua vontade!’ Voltou ainda e os encontrou novamente dormindo, porque seus olhos estavam pesados. Deixou-os e foi orar pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras. Voltou, então, para os seus discípulos e disse-lhes: ‘Dormi agora e repousai! Chegou a hora: o Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores…” (Mt 26, 36-45)

Igreja do Galicanto
A versão atual desta igreja foi concluída em 1931. Como o nome sugere, foi erguida no local onde Pedro negou Jesus três vezes antes de o galo cantar duas vezes e onde Jesus foi preso:
“Estando Pedro embaixo, no pátio, veio uma das criadas do sumo sacerdote. Ela fixou os olhos em Pedro, que se aquecia, e disse: ‘Também tu estavas com Jesus de Nazaré’. Ele negou: ‘Não sei, nem compreendo o que dizes’. E saiu para a entrada do pátio; e o galo cantou. A criada, que o vira, começou a dizer aos circunstantes: ‘Este faz parte do grupo deles’. Mas Pedro negou outra vez. Pouco depois, os que ali estavam diziam de novo a Pedro: ‘Certamente tu és daqueles, pois és galileu.’. Então, ele começou a praguejar e a jurar: ‘Não conheço esse homem de quem falais. E imediatamente cantou o galo pela segunda vez. Pedro lembrou-se da palavra que Jesus lhe havia dito: ‘Antes que o galo cante duas vezes, três vezes me negarás’. E, lembrando-se disso, rompeu em soluços.” (Mt 14, 66-72)

Capela da Flagelação
Foi erguida no percurso da Via Sacra, no local onde Jesus teria sido hostilizado e torturado:
“Libertou então Barrabás, mandou açoitar Jesus e lho entregou para ser crucificado. Os soldados do governador conduziram Jesus para o pretório e rodearam-no com todo o pelotão. Arrancaram-lhe as vestes e colocaram-lhe um manto escarlate. Depois, trançaram uma coroa de espinhos, meteram-lha na cabeça e puseram-lhe na mão uma vara. Dobrando os joelhos diante dele, diziam com escárnio: ‘Salve, rei dos judeus!’. Cuspiam-lhe no rosto e, tomando da vara, davam-lhe golpes na cabeça.” (Mt 27, 26-30)

Basílica do Santo Sepulcro
O templo, extremamente sóbrio e discreto no exterior e bastante imponente por dentro, marca o local onde Jesus foi sepultado:
“No primeiro dia da semana, muito cedo, dirigiram-se ao se­pulcro com os aromas que haviam preparado. Acharam a pedra removida longe da abertura do sepulcro. Entraram, mas não encontraram o corpo do Senhor Jesus. Não sabiam elas o que pensar, quando apareceram em frente delas dois personagens com vestes resplandecentes. Como estivessem amedrontadas e voltassem o rosto para o chão, disseram-lhes eles: ‘Por que buscais entre os mortos aquele que está vivo? Não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos de como ele vos disse, quando ainda estava na Galileia: O Filho do Homem deve ser entregue nas mãos dos pecadores e crucificado, mas ressuscitará ao terceiro dia’. Então, elas se lembraram das palavras de Jesus. Voltando do sepulcro, contaram tudo isso aos Onze e a todos os demais. Eram elas Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago; as outras suas amigas relataram aos apóstolos a mesma coisa. Mas essas notícias pareciam-lhes como um delírio, e não lhes deram crédito. Contudo, Pedro correu ao sepulcro; inclinando-se para olhar, viu só os panos de linho na terra. Depois, retirou-se para a sua casa, admirado do que acontecera.” (Lc 24, 1-12)

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