Dízimo: exercício de partilha e caridade

Deus, do alto de sua generosidade, nos oferece tudo de que precisamos. Sua Providência é irrestrita e amorosa: Ele nos dá saúde, bens materiais, dons, amigos, experiências, a natureza, os sentimentos… E nós o que Lhe damos em troca? O justo seria ao menos colaborarmos com o dízimo, a fim de ajudar a sustentar a missão da Igreja por Ele criada.

Mais do que uma obrigação, o dízimo é dom

O dízimo está previsto no Quinto Mandamento da Igreja, quando diz: “Os fiéis cristãos têm ainda a obrigação de atender, cada um segundo as suas capacidades, às necessidades materiais da Igreja”. Isto é reforçado pelo Código de Direito Canônico: “Os fiéis têm obrigação de socorrer às necessidades da Igreja, a fim de que ela possa dispor do que é necessário para o culto divino, para as obras de apostolado e de caridade e para o honesto sustento dos ministros.”

Apesar disso, não devemos entender o dízimo estritamente como uma obrigação legal. Como disse São Paulo: “Dê cada um conforme o impulso de seu coração, sem tristeza nem constrangimento. Deus ama a quem dá com alegria” (2 Cor 9,7). A contribuição deve, portanto, ser um sinal verdadeiro de generosidade. Afinal, ela é uma forma concreta de partilha, de viver aqui na terra o Reino pregado por Deus, em que a solidariedade e a caridade são o centro da vida comunitária.

O pagamento do dízimo é a prática de um dom e quando o fazemos ajudamos a Igreja a seguir com sua missão de levar o Reino a todos. É com este dinheiro que se sustentam as paróquias e santuários, os trabalhos de evangelização, as obras assistenciais, os esforços missionários, entre tantas outras atividades. Ele ajuda tantos e tantos religiosos e leigos a levarem a Palavra de Deus a cada vez mais corações, dando prosseguimento ao que Jesus começou.

O ideal é que o dízimo seja mensal

Assim como as famílias têm contas para pagar todo mês, a Igreja também tem: energia elétrica, salários de funcionários, manutenção dos templos e casas assistenciais, custeio das missões, campanhas de evangelização, compra de materiais e serviços são apenas algumas das necessidades que devem ser supridas com regularidade.

Por isso, o pagamento mensal do dízimo permite que a Igreja se planeje e se organize para manter todas as contas em dia. Sabendo quanto receberão a cada mês, a Pastoral do Dízimo, a paróquia, a diocese e as comunidades podem fazer previsões orçamentárias e também prestar contas de seus gastos aos fiéis.

Não tenha medo de doar!

Vivemos hoje um tempo em que o dinheiro é soberano, mas isso é um erro. Como nos alertou Jesus: “Nenhum servo pode servir a dois senhores: ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de aderir a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro” (Lc 16, 13).
Se Deus nos deu tudo o que temos, o que havemos de perder se devolvermos a Ele apenas uma parte? O dízimo é uma maneira de retribuirmos ao Pai, em sinal de gratidão. Lembremo-nos de que tudo o que temos pertence ao Senhor!