O que nós vemos e o que Deus vê em nós

Mesmo o mais atento e sábio dos homens vê primeiro a aparência de seu semelhante. À primeira vista, percebemos se o outro está bem ou mal vestido, se usa ou não maquiagem, se porta algum jóias ou algum objeto de valor, se é alto ou baixo, se usa óculos ou não, se o cabelo está preso ou solto. Mas Deus, não. Desde o primeiro instante, Ele nos vê por dentro, enxerga nossa alma, lê nossos sentimentos, sonhos e desejos.

Deus não está nem aí para o fato de termos ou não dinheiro, carro do ano, celular de última geração. Ele não quer saber se nossos filhos estudam em escola pública ou privada, se fizemos cursos de três ou quatro idiomas, se temos pós-graduação em instituição renomada. Tampouco ele está preocupado com os restaurantes que costumamos frequentar ou o destino da viagem das nossas férias. Para Ele, o que importa é o coração.

O que o Pai procura em nós são os nossos valores. O que O preocupa de fato é se somos solidários e caridosos, se temos compaixão, se cuidamos dos nossos irmãos. O que Ele olha é se o amor é a máxima que empregamos em todas as nossas ações e se estamos mesmo nos colocando a serviço dos demais. O que Deus quer saber é se a humildade, a generosidade e a paciência são virtudes que norteiam o nosso dia a dia. O que a Ele interessa é se estamos seguindo o exemplo de Jesus, Seu filho tão amado, que deu a vida por nós.

Pena que exista tanta gente tão pobre que não tenha nada além do seu dinheiro, seja ele pouco ou muito. São pessoas tão carentes em suas relações humanas e na sua espiritualidade que só lhes sobra seu mísero dinheiro. A eles falta a riqueza da alma, esse tesouro que vem do divino e nos torna plenos e felizes. A avareza os torna cegos e fecha as janelas do coração, impedindo o Espírito Santo de entrar e transformar. Por eles, devemos rezar sempre, para que a chama de Deus possa aos poucos derreter essa frieza interior e ser o guia de uma vida nova.