Cuidar de pais idosos: um serviço de amor

Em uma determinada fase da vida, cuidamos dos nossos filhos. Mais tarde, quando eles já estão grandes e começam a voar, passamos a cuidar de nossos pais, que, envelhecendo, precisam de ajuda e atenção. Esta necessidade, em vez de ser vista como uma obrigação ou um fardo, deveria, ao contrário, ser entendida como uma dádiva.

Jesus nos ensinou a amarmos uns aos outros como Ele nos amou. Quando falamos de família, isso é ainda mais forte. A relação entre pais e filhos é uma relação de vida, afinal, foram eles que nos geraram. Foi deles provavelmente que recebemos os principais ensinamentos, com eles aprendemos a falar, a andar, a conquistar o mundo.

É claro que nem sempre o relacionamento entre pais e filhos é pleno de afeto. Há famílias com muitos problemas. Há casos de violência ou de abandono, por exemplo. Mas, mesmo nesses casos, Jesus nos ensinou a pagar o mal com o bem e nos mostrou o valor do perdão verdadeiro. A velhice de nossos pais pode, nessas situações, ser uma chance de reconciliação e encontro.

A terceira idade chega cheia de desafios para todos, tanto para os que estão envelhecendo quanto para os mais novos. Para os pais, é difícil aceitar que sua vitalidade física e independência estão comprometidas, que já não conseguem mais fazer sozinhos as mesmas coisas de antes. Para os filhos, entender que os pais já não são super heróis e que agora lhes cabe o papel de cuidar também é árduo.

Assistir os idosos é uma tarefa que nos exige muito, física e emocionalmente. Provavelmente, os pais já estão mais “reclamões”, começam a esquecer as coisas sistematicamente, repetem as mesmas histórias várias vezes, tornam-se mais teimosos e arredios, ganham novos problemas de saúde. Enfrentar esse novo quadro requer paciência. É claro que, em algum momento, vai pintar aquela vontade de dizer: “Mãe, já falei para a senhora não fazer isso!”. Mas é preciso tentar manter a cabeça fria e lembrar que esta situação também não é agradável para eles.

Embora nos tornemos cuidadores, não nos tornamos pais dos nossos pais. Lembre-se sempre disso! Continuamos sendo filhos. Por isso, é necessário respeitar o espaço e a posição deles: evite dar ordens, dar “puxões de orelha”, fazer as coisas por eles. Os idosos precisam se sentir úteis de alguma forma, e não um fardo em nossas vidas. Deixe seu pai ou sua mãe fazerem pequenas tarefas na casa, delegue a eles algumas responsabilidades, peça favores. Isso os valoriza e os ocupa!

Mas sobretudo, aplique nessa relação o amor. Diga que os ama, fale o quanto são importantes para você! Abrace e beije os seus pais. Rezem juntos todos os dias. Sintam o poder de Deus preencher seus corações e notem a ação do Espírito Santo em suas vidas. Mesmo com as dificuldades, todos têm mais a ganhar do que a perder, afinal o dom do amor é transformador!