Série “Os Mistérios do terço” – Dolorosos

Na nossa série sobre os mistérios do terço, hoje falaremos sobre os mistérios dolorosos, que nos apresentam episódios que marcaram o final da vida humana de Jesus: sua paixão e morte na Cruz. São dezoito horas de sofrimento que demonstram o tamanho do amor de Cristo por nós, que deu sua vida para nos salvar. Os mistérios dolorosos são contemplados às terças e sextas-feiras.

1º Mistério: Oração e agonia de Jesus no Getsémani

“Retirou-se Jesus com eles para um lugar chamado Getsêmani e disse-lhes: ‘Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar…’ E, tomando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se. Disse-lhes, então: ‘Minha alma está triste até a morte. Ficai aqui e vigiai comigo’. Adiantou-se um pouco e, prostrando-se com a face por terra, assim rezou: ‘Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice! Todavia, não se faça o que eu quero, mas sim o que tu queres’. Foi ter então com os discípulos e os encontrou dormindo. E disse a Pedro: ‘Então, não pudestes vigiar uma hora comigo… Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca’. Afastou-se pela segunda vez e orou, dizendo: ‘Meu Pai, se não é possível que este cálice passe sem que eu o beba, faça-se a tua vontade!’ Voltou ainda e os encontrou novamente dormindo, porque seus olhos estavam pesados. Deixou-os e foi orar pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras. Voltou, então, para os seus discípulos e disse-lhes: ‘Dormi agora e repousai! Chegou a hora: o Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores.’” (Mt 26, 36-45)

Jesus, mesmo sabendo todo o sofrimento pelo qual passaria, seguiu fiel ao projeto do Pai, suportando tudo a fim de nos redimir. Seu exemplo nos inspira a sermos pacientes e obedientes a Deus, cientes de que Ele tem um plano para cada um de nós. A espera, a serenidade a força diante do mal só são possíveis através da oração e da vigilância, como Cristo nos ensina nesta passagem.

2º Mistério: Flagelação de Cristo

“[Pilatos] Libertou então Barrabás, mandou açoitar Jesus e lho entregou para ser crucificado. Os soldados do governador conduziram Jesus para o pretório e rodearam-no com todo o pelotão. Arrancaram-lhe as vestes e colocaram-lhe um manto escarlate. Depois, trançaram uma coroa de espinhos, meteram-lha na cabeça e puseram-lhe na mão uma vara. Dobrando os joelhos diante dele, diziam com escárnio: “Salve, rei dos judeus!”. Cuspiam-lhe no rosto e, tomando da vara, davam-lhe golpes na cabeça. Depois de escarnecerem dele, tiraram-lhe o manto e entregaram-lhe as vestes. Em seguida, levaram-no para o crucificar.” (Mt 27, 26-31)

Traído e abandonado, antes da morte na cruz, Jesus é açoitado e humilhado, sentindo na carne e no espírito o sofrimento que nos livra do pecado. Sua flagelação é um grande símbolo de penitência, resignação e sacrifício, que devemos sempre contemplar para entendermos a importância da sua imolação.

3º Mistério: a coroação de espinhos

“Pilatos mandou então flagelar Jesus. 2.Os soldados teceram de espinhos uma coroa e puseram-lha sobre a cabeça e cobriram-no com um manto de púrpura. 3.Aproximavam-se dele e diziam: “Salve, rei dos judeus!”. E davam-lhe bofetadas.” (Jo 19, 1-3)

Sem compreender que Jesus é Rei perante Deus, e não das coisas materiais, os soldados humilharam-No coroando-o com espinhos. O sangue que cobriu Seu rosto lavou nossos pecados e Sua dor nos resgatou da morte.

4º Mistério: a subida ao Calvário

“Passava por ali certo homem de Cirene, chamado Simão, que vinha do campo, pai de Alexandre e de Rufo, e obrigaram-no a que lhe levasse a cruz. Conduziram Jesus ao lugar chamado Gólgota, que quer dizer lugar do crânio.” (Mc 15, 21-22).

Contemplamos o caminho doloroso de Jesus até o Calvário, onde será crucificado. Para seguir Jesus, temos todos que carregar nossas próprias cruzes, rumo à Salvação.

5º Mistério: a morte na Cruz

“Chegados que foram ao lugar chamado Calvário, ali o crucificaram, como também os ladrões, um à direita e outro à esquerda. E Jesus dizia: ‘Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem’. Eles dividiram as suas vestes e as sortearam. A multidão conservava-se lá e observava. Os príncipes dos sacerdotes escarne­ciam de Jesus, dizendo: ‘Salvou a outros, que se salve a si próprio, se é o Cristo, o escolhido de Deus!’. Do mesmo modo zombavam dele os soldados. Aproximavam-se dele, ofereciam-lhe vinagre e diziam: ‘Se és o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo’. Por cima de sua cabeça pendia esta inscrição: ‘Este é o rei dos judeus’. Um dos malfeitores, ali crucificados, blasfemava contra ele: ‘Se és o Cristo, salva-te a ti mesmo e salva-nos a nós!’. Mas o outro o repreendeu: ‘Nem sequer temes a Deus, tu que sofres no mesmo suplício? Para nós isto é justo: recebemos o que mereceram os nossos crimes, mas este não fez mal algum.’ E acrescentou: ‘Jesus, lembra-te de mim, quando tiveres entrado no teu Reino!’. Jesus respondeu-lhe: ‘Em verdade te digo: hoje estarás comigo no paraíso’. Era quase à hora sexta e em toda a terra houve trevas até a hora nona. Escureceu-se o sol e o véu do templo rasgou-se pelo meio. Jesus deu então um grande brado e disse: ‘Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito’. E, dizendo isso, expirou.*” (Lc 23, 33-45)

Com sua característica mansidão, Cristo morre na Cruz, após longo sofrimento, cumprindo o que estava dito nas Escrituras. Ele morre pelas mãos dos homens, para salvar toda a humanidade.

Na próxima quinta-feira, falaremos dos mistérios gloriosos. Não perca!

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