Você conhece as partes da missa?

A Santa Missa é um momento sagrado de encontro com Deus, quando dedicamos nosso tempo e atenção para louvar o Senhor. É um tempo de amor e de oração, que deve ser muito bem aproveitado! Mas, para que possamos usufruir da melhor forma desse encontro, é importante conhecermos a estrutura da missa, como ela é dividida e o significado de cada momento. Vamos lá?

A missa é dividida em quatro partes: Ritos Iniciais, Rito da Palavra, Rito Sacramental e Ritos Finais.

1. RITOS INICIAIS
Como o próprio nome indica, são rituais que dão início à celebração eucarística, preparando a assembleia para os momentos mais importantes da missa. Compõem os ritos iniciais:

Comentário inicial: apresenta aos fiéis o mistério a ser celebrado.

Procissão de entrada: acompanhada do cântico de entrada, é momento em que recebemos os sacerdotes, ministros, leitores, acólitos e coroinhas. A procissão simboliza o povo de Deus, que é peregrino e está em caminhada rumo ao Reino do Pai.

Saudação: o presidente da celebração inicia a missa dizendo “Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, lembrando-nos que estamos reunidos pela graça de Deus e que, através de Cristo, nos unimos à Santíssima Trindade.

Ato penitencial: é o momento em que pedimos perdão a Deus pelos nossos pecados. Em um minuto de oração silenciosa, temos a chance de nos reconhecermos pecadores e pedirmos a misericórdia do Senhor. Em seguida, os fiéis recebem a absolvição do sacerdote.

Hino de Louvor: através do Glória, cantado ou recitado, glorificamos a Deus Pai e ao Espírito Santo, numa mistura de louvor e súplica. Só não proclamamos o Glória durante a Quaresma e o Advento.

Oração da coleta: é neste momento em que os fiéis intimamente apresentam ao Pai seus pedidos, sintetizando, assim, a finalidade e o sentido daquela celebração.

2. RITO DA PALAVRA

É a hora de ouvir a palavra de Deus! Aos domingos, o Rito da Palavra é composto por três leituras, além do Salmo Responsorial. Vale lembrar que as leituras são iguais em todas as igrejas, no mundo inteiro.

Primeira Leitura: geralmente é extraída do Antigo Testamento, como forma de mostrar que já era prevista a vinda de Jesus e que tudo foi cumprido conforme as Escrituras.

Salmo Responsorial: normalmente, é retirado do livro dos Salmos e, em geral, é cantado. Seu objetivo é nos ajudar a entender a Primeira Leitura.

Segunda Leitura: são textos retirados do Novo Testamento, de cartas escritas pelos apóstolos. Essa leitura mostra os ensinamentos deixados pelos apóstolos aos primeiros cristãos, mas que são válidos até hoje!

Canto de Aclamação ao Evangelho: a assembleia, de pé, saúda Jesus e se mostra feliz por receber a Sua palavra. À exceção do período da Quaresma e o Advento, este canto é marcado pelo “Aleluia”, palavra hebraica que significa “louvai o Senhor”.

Evangelho: este texto é retirado dos livros canônicos de Mateus, Marcos, Lucas ou João.

Homilia: da mesma forma como Jesus ensinava ao povo do alto do Monte das Oliveiras, o sacerdote o faz do altar, durante as missas. É neste momento em que ele explica à assembleia as leituras e o Evangelho, trazendo para o presente as palavras escritas há tantos e tantos anos. A homilia é obrigatória nas missas de domingo e nas solenidades da Igreja. Nos outros dias, ela é recomendável, mas não compulsória.

Profissão de fé: de pé, todos juntos recitamos a oração do Credo, numa expressão pública da fé católica, reafirmando tudo aquilo em que acreditamos.

Oração da Comunidade: também conhecida como “oração dos fiéis” ou “apresentação das preces”, é o momento em que apresentamos os pedidos da comunidade pela Igreja, pelos governantes, pela paz e salvação do mundo e pelas necessidades da comunidade local. em geral, as preces são finalizadas com expressões como “Rezemos ao Senhor”, às quais a assembleia responde com sentenças como “Senhor, escutai a nossa prece” ou “Ouvi-nos, Senhor”.

3. RITO SACRAMENTAL

Conhecido também como Liturgia Eucarística, é o ponto alto da celebração, quando testemunhamos o sacrifício de Cristo pela nossa salvação.

Apresentação das oferendas: conhecida como ofertório, nesta parte da missa o sacerdote e a comunidade apresentam o pão, o vinho e a água, além dos dons oferecidos pelos fiéis e que serão ofertados junto com Cristo durante a consagração. Além de representar o sustento do homem, o pão e o vinho significam ali o Corpo e o Sangue de Jesus. Já a água, cujas gotas são pingadas no vinho, reproduz o hábito dos judeus de diluir vinho em água na época de Jesus e representam a humanidade que se transforma quando unida a Cristo, da mesma forma como a água adquire a cor e o sabor do vinho quando misturada a ele. Esta parte da missa é composta por:
Preparação do altar:a mesa do Senhor é preparada, colocando-se nela o corporal, o purificatório, o cálice e o missal.
Procissão das oferendas: o pão, o vinho e a água são levados ao altar, num gesto de doação.
Apresentação das oferendas a Deus: enquanto a assembleia canta o cântico do ofertório, o sacerdote apresenta a Deus as oferendas.
Coleta do ofertório: quando os fiéis fazem duas doações, num exemplo de doação pelo próximo.
Lavar as mãos: simboliza a atitude do sacerdote de tornar-se puro para celebrar a Eucaristia.
Orai Irmãos e Irmãs: quando a comunidade expressa o desejo de que Deus aceite as ofertas.
Oração sobre as oferendas: quando o sacerdote oferece efetivamente as oferendas, em nome de todo o povo de Deus.

Oração Eucarística: nesta prece de ação de graças e santificação, recordamos a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. É composta por:
Prefácio: agradecemos e louvamos a Deus por todas as Suas obras
Santo: através do canto, aclamamos a Deus Pai em Jesus Cristo.
Invocação do Espírito Santo: invocamos a ação do Espírito Santo, para que se faça presente na Eucaristia.
Consagração: aqui, o sacerdote repete as palavras ditas por Jesus na última ceia e consagra o vinho. É um momento solene que requer grande respeito e profunda adoração.
Preces e intercessões: a Igreja pede pelo papa, pelos demais religiosos e também pelos fiéis, para que, tomados pelo Espírito Santo, possam todos colaborar para a construção do Reino de Deus. Lembra-se também dos falecidos.
Doxologia final: o padre eleva o pão e o vinho consagrados e louva a Deus. Deve ser rezado apenas pelo padre e, ao final dela, a assembleia diz “Amém”.

Rito da Comunhão
É um momento de encontro com os irmãos e de preparação para o banquete eucarístico. Fazem parte dele:
Pai Nosso: a oração é rezada por todos, unidos a Cristo e reconciliados com Deus. Durante a missa, não dizemos Amém (COLOCAR LINK PARA https://tardecommaria.com.br/index.php/2019/02/15/qual-a-forma-certa-de-rezar-o-pai-nosso-na-missa/) ao final desta oração.
Oração pela paz: pedimos que a paz se estenda a todas as pessoas, para que possam viver plenamente o mistério de Cristo.
Cumprimento da paz: através do abraço ou do aperto de mão, simbolizamos o nosso desejo de a paz de Cristo esteja com cada um da comunidade.
Cordeiro de Deus: a assembleia canta ou reza o Cordeiro de Deus, enquanto o sacerdote mergulha um pedaço do pão no vinho. Ele então apresenta o Cordeiro de Deus aos fiéis, que exclamam: “Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma só palavra e serei salvo”.
Comunhão: recebemos o corpo e o sangue de Cristo, através da hóstia e do vinho entregues pelo sacerdote e pelos ministros.
Ação de graças: momento de silêncio e de oração, para sentirmos a presença de Jesus que acabamos de receber pela comunhão.
Oração após a comunhão: faz o fechamento da liturgia eucarística, pedindo a Deus as graças necessárias para que todos possam aplicar no dia a dia aquilo que vivemos e aprendemos durante a missa.

4. RITOS FINAIS
É o fechamento da Santa Missa, para que sigamos para nossas casas louvando o Senhor e prontos para aplicar em nossas vidas os seus ensinamentos. Esta parte é composta por:

Avisos: momento em que são transmitidos avisos práticos, como informações sobre inscrições para cursos, eventos da paróquia, campanhas, etc.

Benção Final e Despedida: O sacerdote abençoa os fiéis, enviando-nos em missão, para que sejamos mensageiros de Cristo em nossas comunidades. Em seguida, ele e os ministros, após a devida reverência a Cristo, se retiram da Igreja.