Cem anos do início da construção da Capela das Aparições de Fátima

Na aparição de 13 de outubro de 1917, a Virgem Santíssima disse aos pastorinhos: “Quero dizer-te que façam aqui uma capela em Minha honra, que sou a Senhora do Rosário”, repetindo um pedido que já tinha feito na quarta aparição, dois meses antes. Apesar de sentirem todos a necessidade de erguer o pequeno templo, a obra começou somente um ano e meio depois. Há exatamente cem anos, em 28 de abril de 1919, começava a construção da capelinha erguida no exato local das aparições.

A construção, feita com dinheiro deixado pelos fiéis na Cova da Iria, levou cerca de dois meses e resultou numa capela simples e modesta, de pequenas dimensões – apenas 15 m², um tamanho inverso à importância que teria para os católicos de todo o mundo. A Igreja, ainda reticente em relação aos acontecimentos e à veracidade das visões de Lúcia, Jacinta e Francisco, não participou da obra. Alegou que era necessário, antes, comprovar os fatos.

Em 15 de junho, a capela foi inaugurada, sem luxo ou alarde. Somente dois anos depois, em 13 de outubro de 1921, foi permitida oficialmente a realização de missas no local. A peregrinação à capelinha fez necessária a construção de uma estrutura adjacente, que fosse capaz de abrigar os fiéis que a todo instante chegavam para conhecer o local das aparições e demonstrar sua devoção a Nossa Senhora. Nascia ali o embrião do Santuário que atualmente leva milhões de pessoas todos os anos a Fátima.