Na oração, o consolo e a companhia

Na encíclica Spe Salvi (que significa “salvos na esperança”), de 2007, o papa emérito Bento XVI disse: “Quando já ninguém me escuta, Deus ainda me ouve. Quando já não posso falar com ninguém, nem invocar mais ninguém, a Deus sempre posso falar. Se não há mais ninguém que me possa ajudar, por tratar-se de uma necessidade ou de uma expectativa que supera a capacidade humana de esperar, ele pode ajudar-me. Se me encontro confinado numa extrema solidão, o orante jamais está totalmente só”.

Precisamos entender a grandiosidade e o valor disto! O Pai é o único que não nos abandona jamais! É aquele que nos acompanha, nos envolve e nos ouve em qualquer circunstância. Mesmo quando nos sentimos incapazes, abandonados, isolados, derrotados ou desesperançosos, o Senhor mantém-Se sempre ao nosso lado. É, de fato, o único a quem podemos recorrer quando já não há mais nada ou ninguém que possamos buscar.

A oração, esse elo tão precioso de ligação com Deus, deve, portanto, ser exercitada e apreciada. Este recurso não apenas nos deixa cada vez mais próximos do Pai, como nos preenche de amor e de esperança. Quando a realidade afronta os nossos limites humanos de suportar a dor e a frustração, é na oração que encontramos refúgio, paz e fé. Quando tudo parece caótico e incompreensível, é na oração que o barulho externo se desfaz e descobrimos a serenidade divina.

A prece, no silêncio do coração, é o que nos mantém de pé, o que nos sustenta, o que alimenta a alma. É através dela que Deus nos fala e nos consola. É a mais magnífica ferramenta da esperança.