Você conhece a Oração da Via Sacra?

A oração da Via Sacra, desconhecida de muitos, é uma oportunidade maravilhosa de vivenciar o sofrimento de Cristo em sua Paixão. É uma oração contemplativa e meditativa, simples de ser feita mas bastante profunda, na qual o fiel reflete sobre cada etapa da trajetória de Jesus, desde o Tribunal de Pilatos até a crucificação no Monte Calvário.

Ela teve origem por volta do século X, no tempo das Cruzadas, época em que era comum a peregrinação de fiéis à Terra Santa para visitar a Via Dolorosa de Jerusalém e reviver os passos de Jesus.

A prática da oração da Via Sacra fortalece a nossa jornada como cristãos, na medida em que nos aproximamos dos sacrifícios que Cristo fez por nós. Ao mesmo tempo, nos encoraja a carregarmos com mais esperança as nossas próprias cruzes.

Durante a Quaresma, estamos promovendo toda semana a oração da Via Sacra na Capela das Aparições do Brasil. Rezamos juntos sempre às sextas-feiras, às 18h45 (logo após a missa das 18h). Junte-se a nós!

Mas, se você mora longe ou por algum motivo não puder estar conosco fisicamente, separamos um roteiro para você também rezar a Via Sacra nesta Quaresma:

Oração inicial

Senhor Jesus, tu és o Caminho, a Verdade e a Vida.

Senhor Jesus, quero contemplar a estrada de amor que fizeste até ao Calvário, porque Tu és o Caminho; quero seguir os passos da tua dor, porque Tu és a Verdade; quero experimentar o teu amor em todos os instantes da minha existência, porque Tu és a Vida.

Senhor Jesus, faz-me peregrino da Tua Paixão e participante da Tua Gloriosa Ressurreição.

Amém.

I Estação

Jesus é condenado à morte

Do Evangelho segundo São Marcos: “Tomando novamente a palavra, Pilatos disse-lhes: «Então que quereis que faça daquele a quem chamais rei dos judeus?» Eles gritaram novamente: «Crucifica-o!» Pilatos, desejando agradar à multidão, soltou-lhes Barrabás; e, depois de mandar flagelar Jesus, entregou-o para ser crucificado.”

Meditação: Senhor Jesus, vejo-te por entre tantos homens e mulheres. Identifico já o teu rosto e a tua veste branca que um dia Pedro, Tiago e João viram no monte Tabor. No palácio, teus pés descalços mostram a tua inocência, mas as tuas mãos já estão presas frente aos que se sentam nas cátedras do poder. Enquanto a água escorre para apaziguar as consciências dos reinos deste mundo, os soldados alinham-se para te conduzir ao trono da glória. O arco que constroem com as suas silhuetas é a casa da antiga civilização. Mas esses palácios e templos não foram edificados por Deus, porque só tu és o palácio e o templo, só tu és a verdadeira coluna luminosa que liga o céu à terra.

Senhor Jesus, contigo, nesta hora, rezo por todos os que são vítimas de sentenças injustas:

Pai-nosso…

II Estação

Jesus recebe e abraça a cruz

Do Evangelho de São Marcos: “Depois de o terem ridicularizado, tiraram-lhe o manto de púrpura e revestiram-no das suas vestes. Levaram-no, então, para o crucificarem.”

Meditação: Senhor Jesus, inicio o teu caminho. Olho e vejo-te à frente; para mim, vais sempre à frente. A cruz que tu abraças é a que vejo a abrir todas as caminhadas dos teus discípulos. Por entre os soldados, os teus pés começam a trilhar esse caminho que te conduzirá ao lugar do Calvário. Vejo alguns dos teus amigos, ao longe. São muito menos do que os que formavam as multidões que sempre te seguiram. Espera-Te uma longa viagem, com poucos companheiros, e com a certeza de que a companheira mais presente é a cruz que agora se torna imagem clara do cálice que o Pai te preparou. Vais bebê-lo, tal como vais abraçar a cruz que se confunde já com a cor das tuas vestes.

Senhor Jesus, contigo, nesta hora, rezo por todos os que não conseguem caminhar:

Pai-nosso…

III Estação

Jesus cai, pela primeira vez, sob o peso da cruz

Do livro do profeta Isaías: “Foi ferido por causa dos nossos crimes, esmagado por causa das nossas iniquidades. O castigo que nos salva caiu sobre ele, fomos curados pelas suas chagas.”

Meditação: Senhor Jesus, o cortejo quer avançar, mas não pode, porque o sentido do seu caminho está perturbado. Curvado pelo peso da cruz, caíste, pondo em causa todo o caminho de dor. Os algozes ficam aflitos, porque não esperariam que pudesse desaparecer a fonte que alimenta o espetáculo irracional de um ser humano ser levado à morte. Por entre a fúria de cavalos e cavaleiros, continuas a ser o novo Moisés que atravessa o mar que nos separa da antiga condição em que vivemos. Contigo, chegaremos a bom porto, guiados pelo exemplo máximo que se pode traduzir na ‘kenosis’ – é um conceito na teologia cristã que trata do esvaziamento da vontade própria de uma pessoa e a aceitação do desejo divino de Deus -, o abaixamento de Deus perante os homens. Os teus amigos estão ao longe, veem de longe e sofrem contigo. Também eles se vão esvaziando de todas as certezas e lembrarão as tuas palavras: hei de subir a Jerusalém para abraçar a cruz que esmaga e destrói os que atentam contra a humanidade e a divindade.

Senhor Jesus, contigo, nesta hora, rezo por todos os que perdem as forças e caem:

Pai-nosso…

IV Estação

Jesus encontra sua mãe

Do Evangelho segundo São Lucas: “Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua mãe: «Este menino está aqui para queda e ressurgimento de muitos em Israel e para ser sinal de contradição; uma espada trespassará a tua alma. Assim hão de revelar-se os pensamentos de muitos corações». Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração.”

Meditação: Senhor Jesus, o caminho detém-se por uns instantes e até os mais longínquos olhares se envolvem na comoção. São porventura os instantes mais curtos da vida de uma mãe, mas a humanidade detém-se neste encontro entre o mais belo dos filhos dos homens e a mais bela das criaturas de Deus. Mesmo neste encontro, Ela, a mulher das dores, dá-te a primazia e com o seu olhar, com o seu gesto e com o seu coração diz a todos: «fazei o que Ele vos disser». Estás no centro, porque és o centro do rumo de todos os caminhos. Com os seus braços, apresenta- te ao mundo como outrora te apresentou no templo, e o seu coração continua a guardar todos os teus passos. Como em cada instante, os seus braços são de disponibilidade para te acolher em seu seio, qual discípula predileta que faz a vontade de Deus. O seu nome é Maria e ainda hoje as gerações a proclamam bem-aventurada. Porque acreditou que tu és o centro do tempo e da história.

Senhor Jesus, contigo, nesta hora, rezo por todo aquele que quer ser teu irmão, tua irmã e tua mãe:

Pai-nosso…

V Estação

Jesus é ajudado por Simão

Do Evangelho segundo São Lucas: “Quando o iam conduzindo, lançaram mão de um certo Simão de Cirene, que voltava do campo, e carregaram-no com a cruz, para a levar atrás de Jesus.”

Meditação: Senhor Jesus, o peso da tua cruz tem a marca da tua pregação. Nela vemos também o sinal da comunhão fraterna cujos laços vinculam solidariedades humanas e divinas. Todos os braços são fortes ou fracos, conforme o coração é forte ou fraco, para abraçar esse sinal claro onde está a nossa glória. Aos poucos, mesmo desconhecendo a razão, juntam-se braços a esse caminho. Porventura empurrados pelas circunstâncias, assumiremos a tua cruz e tomaremos o seu peso para aliviar a tua carga. O jugo tornar-se-á mais leve, porque é suportado pelo amor que o teu coração ajoelhado emana. E assim nós receberemos uns aos outros como o discípulo amado receberá a tua mãe, abraçando aquela que é imagem de todos os teus discípulos.

Senhor Jesus, contigo, nesta hora, rezo por todos os que se fazem transportadores da cruz do seu irmão:

Pai-nosso…

VI Estação

Jesus encontra Verônica

Do livro dos Salmos: “Senhor, nosso Deus, fazei-nos voltar. Mostrai-nos o Vosso rosto e

seremos salvos.”

Meditação: Senhor Jesus, por entre tantas marcas deixadas pelos gestos mais terríveis que machucam, a dor humana faz nascer a face luminosa do mais belo rosto que algum dia foi visto na Terra. Alguns não percebem porque estás parado diante de uma mulher e continuam a querer chegar ao momento da morte. Mas o caminho que te leva ao Calvário é agora a prova de que as palavras antigas se concretizam na nossa vida: os nossos olhos contemplam já a tua bondade e a tua face é para nós o rosto do Deus vivo. Já não é preciso o véu para estar com Deus, porque o Deus Conosco imprimiu a sua face na nossa humanidade. E agora, como aquela mulher que te encontrou no caminho da cruz, fico de pé, mostrando essa túnica branca onde a tua face está impressa. Agora, como todos os homens e mulheres que te seguem, quero vestir-me de ti, da tua face luminosa e o véu luminoso que transfigura há de ser a minha veste.

Senhor Jesus, contigo, nesta hora, rezo por todos os que

procuram manter a veste batismal com o brilho da tua face:

Pai-nosso…

VII Estação

Jesus cai, pela segunda vez, sob o peso da cruz

Do Evangelho segundo São Lucas: “Cheio de angústia, pôs-se a orar mais instantemente, e o suor tornou-se como grossas gotas de sangue, que caíam na terra.”

Meditação: Senhor Jesus, o cortejo da dor detém-se novamente, pois as forças humanas desfalecem. O companheiro que te ajuda parece desanimado e o seu rosto já está envelhecido. As lanças dos soldados erguem-se e contradizem o sinal claro que a tua Paixão nos traz: a vitória é essa linha que une o céu e a terra, mas não é a lança que a desenha, antes a cruz que faz coincidir a dimensão humana com a divina. Só a tua cruz pode ser ponte para chegarmos à vitória, ainda que não entendamos a razão pela qual tenhamos de cair tantas vezes, ainda que não entendamos a razão pela qual tenhamos de te ver caído por terra.

Senhor Jesus, contigo, nesta hora, rezo por todos os que não entendem o sofrimento:

Pai-nosso…

VIII Estação

Jesus cai, encontra as Mulheres de Jerusalém

Do Evangelho segundo São Lucas: “Seguiam Jesus uma grande multidão de povo e umas mulheres que batiam no peito e se lamentavam por Ele. Jesus voltou-se para elas e disse-lhes: «Filhas de Jerusalém, não choreis por mim, chorai antes por vós mesmas e pelos vossos filhos».”

Meditação: Senhor Jesus, ouço tantas vozes ao teu redor. Mas por um instante deixei de ouvir os chicotes, os açoites, as pedras do chão por onde a cruz arrasta, as lanças que soam a fazer lembrar os metais desprezíveis do poder. Agora ouço os gritos e gemidos de umas mulheres que todos consideram piedosas. A sua expressão de angústia é louvor certo, porque choram o rei dos reis e senhor dos senhores. Sabem que te ouviram falar da bem-aventurança e veem como vivem todas as linhas do novo decálogo – os dez mandamentos da lei de Deus -: pobre em espírito e humilde de coração, choraste e tiveste fome e sede de justiça; misericordioso e puro de coração, promoveste a paz e sofreste perseguição por amor da justiça; insultado e perseguido, foste difamado por amor do Reino.

Para além das vozes das mulheres, ouve-se a voz da profecia: também hoje a humanidade continua a chorar, por si e pelos seus filhos.

Senhor Jesus, contigo, nesta hora, rezo por todos os que hoje continuam a chorar e a sofrer por amor do Reino:

Pai-nosso…

IX Estação

Jesus cai, pela terceira vez, sob o peso da cruz

Do livro das Lamentações: “É bom para o homem suportar o jugo desde a sua juventude. Que esteja solitário e silencioso, quando o Senhor o impuser sobre ele; que ponha sua boca no pó: talvez haja esperança! Que dê sua face a quem o fere e se sacie de vexames.”

Meditação: Senhor Jesus, estão todos de pé e o teu corpo confunde-se com a terra, com essa horizontalidade que leva ao aniquilamento de Deus. De condição divina, não te vales da igualdade com Deus, mas deixaste prostrar sublinhando que a entrega chega ao ponto reverencial diante do ser humano. Que Deus é este que está com os homens deste modo? Que Deus é este que se deixa olhar de cima? És tu, Senhor Jesus, o Deus companheiro da humanidade que caminha.

Senhor Jesus, contigo, nesta hora, rezo por todos os que olham para Deus como se fossem deuses.

Pai-nosso…

X Estação

Jesus é despojado das vestes

Do livro dos Salmos: “Repartem entre si as minhas vestes e sorteiam a minha túnica.”

Meditação: Senhor Jesus, rodeiam-te, de forma solene, porque o passo seguinte é símbolo de todas as humilhações. Depois de todo o caminho feito com marcas de sangue, sofres agora a maior das indignidades e o teu corpo fica exposto. És despojado dos benefícios da civilização, como sinal claro de que nada mereces. Tudo te é tirado. Os algozes deste mundo montam um cenário de indignidade; formam arco à tua volta para que todos vejam o teu corpo exposto dessa forma ironicamente solene. Para os teus discípulos, o teu corpo está, contudo, santamente exposto. A alvura da túnica com que te víamos resultava, de fato, do teu próprio corpo. A luz incrível que dele vem continua a purificar a nossa consciência, ainda que os nossos olhos estejam habituados aos espetáculos deste mundo.

Senhor Jesus, contigo, nesta hora, rezo por todos os que são enganados e objeto de abuso no corpo e na alma:

Pai-nosso…

XI Estação

Jesus é crucificado

Do Evangelho segundo São João: “Então entregou-o para ser crucificado. Pilatos redigiu um letreiro e mandou pô-lo sobre a cruz. Dizia: «Jesus Nazareno, Rei dos Judeus».”

Meditação: Senhor Jesus, sinto a pressa e o ardor dos trabalhos que te prendem a essa cruz. Aliás, toda a humanidade sente essa ambição dos braços que se movem para te crucificar. E quanto mais observo mais vejo que os rostos dos que te crucificam têm a fisionomia de todos os continentes, de todos os lugares, de todos os tempos, de todas as gerações. Os seus braços são movidos pela maldade que fala ao ímpio e que corrói o seu coração. Assim ficas exposto aos quatro cantos do mundo, atraindo todos a ti.

Senhor Jesus, contigo, nesta hora, rezo pela conversão de todos quantos levantam os seus braços contra o justo e crucificam os inocentes:

Pai-nosso…

XII Estação

Jesus morre na cruz

Do Evangelho segundo São João: “Junto à cruz de Jesus, estavam sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria de Madalena. Ao ver sua mãe e, junto dela, o discípulo que Ele amava, Jesus disse a sua mãe: «Mulher, eis o teu filho». Depois disse ao discípulo: «Eis a tua mãe». E, desde aquela hora, o discípulo recebeu-A em sua casa.”

Meditação: Senhor Jesus, «tudo está consumado». Assim te ouvimos, depois de subires ao trono real que é altar da nova aliança, ouvimos todas as tuas palavras. Ouvimos- te dizer: «Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito». Junto à tua cruz está uma pequena multidão, semente de uma nova geração que ali foi gerada quando disseste: «Mulher, eis o teu filho!» – «eis a tua mãe!». Desse lugar de onde nos vem à água viva, ouvimos-te clamar: «Tenho sede». E, depois de tudo estar consumado, ouvimos-te as palavras da entrega: «Pai, nas tuas mãos, entrego o meu espírito». Cobrem-se, agora, os nossos rostos de vergonha, porque na cruz está suspensa a salvação do mundo. Perante os olhos da humanidade, ergue-se o mais impressionante quadro da história que tem a cruz por seu centro: a morte e a vida iniciam o duelo admirável.

Senhor Jesus, contigo, nesta hora, rezo por todos os que em cada dia morrem, vítimas do ódio e da violência:

Pai-nosso…

XIII Estação

Jesus é descido da cruz

Do Evangelho segundo São Mateus: “O centurião e os que com ele guardavam Jesus disseram: «Este era verdadeiramente o Filho de Deus!» Estavam ali, a observar de longe, muitas mulheres. Entre elas, estavam Maria de Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu.”

Meditação: Senhor Jesus, continuo no Monte Calvário, mas a tua cruz já está ao longe, totalmente despida. O teu trono é agora o seio que bem conheces: é o ventre bendito que ainda hoje louvamos, porque nele habitou Aquele cujo universo não pode conter. Maria tua mãe, é também a mãe que há instantes nos deste. O seu regaço agiganta-se cada vez mais, pois é lugar de acolhimento para os teus discípulos que querem formar um corpo, o teu corpo. Alguns deles acompanhante desde a hora mais alta da história da humanidade. Aí estão eles, gemendo e chorando num vale de lágrimas, as suas mãos levantam orações e os seus rostos dão nota de começarem a resignar. A tua Igreja está de luto e vai encontrar o lugar para descansares na paz. Padre: Senhor Jesus, contigo, nesta hora, rezo por todos os que sofrem a perda dos seus amigos:

Pai-nosso…

XIV Estação

Jesus é sepultado

Do Evangelho segundo São João: “Depois disto, José de Arimateia pediu a Pilatos que lhe deixasse levar o corpo de Jesus. E Pilatos permitiu. Veio, pois, e retirou o corpo. Nicodemos apareceu também trazendo uma mistura de perto de cem libras de mirra e aloés. Tomaram então o corpo de Jesus e envolveram-no em panos de linho com os perfumes, segundo o costume dos judeus.”

Meditação: Senhor Jesus, já descemos do Calvário e trouxemos o teu corpo. O regaço de tua mãe era imagem da terra que agora se abre para acolher a salvação. Ficarás no sepulcro novo, no qual entras como rei da glória. Os nossos rostos e as nossas mãos tomam a gestualidade da adoração; as pombas, mais que nunca, simbolizam a paz que vem da verdadeira paz que és tu. O beijo com que o discípulo amado te honra, os cuidados

com o teu corpo, os perfumes que as mulheres irão comprar antecipam o dia em que a criação será recriada. Não tardará que cantemos juntos: «o Príncipe da vida, morto, reina vivo». Não tardará que a semana conheça mais um dia, o oitavo dia, o dia da nova criação.

Senhor Jesus, contigo, nesta hora, rezo por todos os que contigo querem ressuscitar:

Pai-nosso…

Oração final

Senhor Jesus, Tu és o Caminho, a Verdade e a Vida.

Senhor Jesus, ao contemplar-te como Caminho, seja eu merecedor da estrada de amor que fizeste até ao Calvário; ao seguir-te como Verdade, seja eu digno dos passos da tua via dolorosa; ao amar-te como Vida, seja eu conviva da plenitude do bem.

Senhor Jesus, o mistério da tua Páscoa redentora recapitula toda a obra da criação

e continua a ecoar no nosso mundo: em Fátima, ouço ressoar o teu Evangelho, aqui proclamado pelos lábios da Senhora do Rosário, a Virgem das Dores, e sinto os nossos dramas envolvidos pelo amor da tua Paixão, Morte e Ressurreição.

Senhor Jesus, faz-me peregrino da Tua Paixão e participante da Tua Gloriosa Ressurreição.

Amém.

Glória o Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém.