Briga entre irmãos: o que fazer?

Existe uma etapa da vida em que as brigas entre irmãos são frequentes. Elas fazem parte do processo de amadurecimento dos pequenos e do desenvolvimento das habilidades como persuasão e negociação. Embora comuns, as brigas não podem dominar o ambiente familiar, sob o risco de todos ficarem exaustos. E a maneira como os pais lidam com a situação vai determinar se, no futuro, os irmãos serão grandes amigos ou eternos rivais. Como os pais devem agir, então?

O papel dos pais não é defender ou eliminar as disputas, mas mediar os conflitos e ensinar aos filhos que há outras maneiras de se conquistar o que se deseja ou de defender o seu ponto de vista. Agora respire fundo e confira as dicas que preparamos para você lidar melhor com as brigas constantes dos seus filhos.

1. O exemplo de jesus

O respeito e o amor pelo próximo eram não apenas o discurso, mas a prática de Cristo. Este exemplo deve estar vivo na família e ser continuamente lembrado pelos pais, especialmente quando os ânimos estiverem mais exaltados. É preciso mostrar aos pequenos que, mesmo frente às desavenças, é necessário respeitar e amar os irmãos.

2. Limites são importantes

Em alguns momentos, as disputas acontecem porque não há regras ou limites bem definidos. Para evitar isso, você pode determinar horários específicos para que cada criança use o videogame ou qual o tempo máximo que cada um pode gastar no banho, por exemplo. Também são válidas regras como “antes de pegar algum objeto do irmão, é preciso pedir autorização” ou “ninguém pode ouvir música alta no horário em que o outro está estudando”.

3. Não tome partido

Pais não são advogados, são mediadores. Por isso, nada de defender um irmão em detrimento do outro, pois isso pode acirrar a rivalidade entre eles. Demonstrar preferência por um ou por outro gera ciúmes e sensação de injustiça.

4. Mas também não seja apenas um observador.

Ficar sentado no sofá apenas olhando não ajudará em nada. As crianças – e até os adolescentes – ainda não têm a maturidade suficiente para controlar a raiva e até mesmo de perceber que há outras formas de resolver os impasses. O ideal é estabelecer um diálogo, convidando os briguentos a explicar suas queixas, detalhar seus argumentos e, em seguida, se colocar no lugar do irmão, refletindo sobre as razões do outro e como ele deve estar se sentindo. Este tipo de atitude ajuda a desenvolver a empatia. Em vez de você dar a sentença, tente conduzi-los a um diálogo em que eles próprios possam chegar a um acordo. Outra ideia é ensiná-los a negociar: se um quer usar o computador no mesmo horário que o outro, um deles pode sugerir ao irmão que, enquanto um usa a máquina o outro pode ouvir música no celular e, depois, eles trocam.

5. Dividir é fundamental

Outro ensinamento que Jesus nos deixou foi a importância de partilhar. É preciso mostrar às crianças que elas podem dividir tudo, seja um lanche, um brinquedo ou até mesmo a atenção dos pais. Vale marcar um tempo para que cada um usufrua do objeto desejado, separar o sanduíche em duas partes ou propor uma brincadeira em que os irmãos possam aproveitar a companhia da mãe simultaneamente.

6. Controlar a raiva

Se para você já é difícil segurar a ira, imagina para os pequenos. Eles ainda não sabem lidar direito com as emoções e rapidamente saem do controle. Quando perceber que a criança está ficando irritada em excesso, ajude-a a voltar ao estado de serenidade. Convide-a a respirar profunda e lentamente, dê um abraço e faça com ela uma oração.

7. Peça orientação a Deus

Muitas vezes, nós nos sentimos perdidos e não sabemos a maneira correta de agir. Frequentemente ficamos na dúvida se estamos educando corretamente nossos filhos. Por isso, inclua nas suas preces um pedido especial para que o Senhor guie as suas ações, ajudando você a ser uma ferramenta d’Ele na educação das crianças. E confie, pois um lar cheio do Espírito Santo é um lar repleto de amor.